Ola meus amigos,
Para quem nao me conhece muito e vier ver meu blog, me chamo Tatiana Nogueira, moro atualmente em Londres e pratico o budismo de Nitiren Daishonin por 30 anos.
Comecei a praticar quando estava com oito anos. Portanto tenho muitos
benefícios para contar que dariam um livro.
Mas gostaria de compartilhar com vocês o meu mais recente grande
beneficio da minha pratica do Budismo de Nichiren Daishonin.
Em Julho do ano passado meu período não veio e eu achei que algo estava
errado. Já tinha acontecido de atrasar alguns dias ou uma semana, mas nunca um
mês.
Comprei um teste de gravidez de farmácia, que são muito eficientes aqui
em Londres mesmo quando são muito baratos, mas deu negativo. Então achei melhor
esperar ate o mês de agosto para ver se meu período vinha.
Mês de agosto meu período não veio novamente e para completar minha
preocupação, comecei a sentir sintomas estranhos. Um deles eram calor e frio
simultâneos, principalmente de madrugada enquanto dormia e mudança de
temperamento.
Mesmo assim não procurei o medico. Acho que no fundo estava com medo de
saber o que se passava comigo.
Mas os sintomas foram piorando e no mês de novembro fui ao medico. Após
explicar tudo, a medica pediu exame de sangue.
Alguns dias depois fui ao medico e ela olhou os meus exames e me
perguntou se eu tinha alguma idéia do que estava se passando comigo e eu disse:
- Posso estar grávida apesar de não sentir nenhuma mudança no meu corpo
para isto. Posso estar entrando na menopausa, mas me acho muito nova ainda ou
estou com uma doença mais seria que não tenho noção do que seja.
Ela então me disse que era a segunda opção. Que eu estava com menopausa.
A menopausa normalmente acontece com uma idade mais velha, mas tem casos
de mulheres que podem começar aos 35 anos, que e chamado uma menopausa precoce.
E que normalmente tem outras mulheres na família que tiveram o mesmo problema.
Mais tarde sutilmente perguntei minha mãe se tínhamos caso na família e
ela me confirmou.
Antes de me explicar tudo sobre a menopausa, conseqüências, sintomas e
tratamento, a medica me perguntou se eu era casada e se nos planejávamos ter
filhos.
Eu então expliquei a ela que tinha acabado de aceitar a proposta de
casamento do meu companheiro, mas que pensávamos em ter filhos em dois, três
anos, pois estávamos estudando para ir à universidade.
Foi quando ela me deu a triste noticia de que eu não poderia ter filhos
porque eu não produzia mais óvulos.
Por alguns momentos fiquei paralisada olhando para ela sem acreditar no
que ela estava dizendo.
Ela também disse que mesmo que minha menstruação viesse novamente por um
ou dois meses, a possibilidade de engravidar era muito pequena, quase
impossível já que eu não produzia mais óvulos nenhum.
Naquele momento não sei explicar o que eu senti. Apenas estava confusa
com a novidade.
Sai da clinica e liguei para meu companheiro e contei a ele tudo.
Cheguei e casa e fui fazer daimoku para entender o que estava
acontecendo comigo.
Eu não estava realmente pensando em ter filhos agora, mas decidir ter
mais tarde era uma coisa, agora não poder ter em nenhuma época era muito forte.
Fazendo daimoku eu pensava que talvez fosse o melhor que eu não pudesse
ter filhos, pois estava em uma luta muito grande para estudar na Universidade
Soka nos Estados Unidos, já estava com 38 anos, quase 40 e que talvez fosse
melhor daquela forma e no futuro adotar uma criança.
Por outro lado eu pensava que era estranha aquela sensação de não ter
ninguém com as características e feições minha e do Jolly, homem que amava e
que tinha escolhido para ter uma família.
Eu também sabia que muitas pessoas tinham decidido não ter filhos e
estavam bem com a decisão. Mas aquele não era meu caso, eu queria ter pelo
menos um no futuro.
Quando Jolly chegou fizemos daimoku juntos e a tristeza não saia do meu
coração e sentia mais e mais vontade de chorar.
Continuei orando para entender o que estava se passando comigo e Jolly e
porque nos não podíamos ser pais biológicos juntos nesta existência.
Tive a idéia de enviar meu exame de sangue para uma medica que pertence
a SGI do Rio, para saber a opinião dela uma vez que ela era muito confiada e
conceituada.
Para minha boa sorte ela enviou o meu exame para sua amiga que era
especialista neste caso e alguns dias depois eu recebi o e-mail da doutora.
Em suas palavras ela confirmou o resultado do exame, mas me deu algumas
sugestões como bebe de proveta ou tratamento em uma clinica especial para
tentar aumentar, sem nenhuma garantia minhas chances de engravidar.
Eu confesso que não gostei nada da idéia do bebe de proveta e a segunda
alternativa estava muito distante da minha realidade, já que eu teria que
interromper meus estudos aqui para um dia entrar na Universidade Soka.
No mesmo e-mail, fiquei muito comovida quando ela me disse que como
medica era aquilo que ela podia me dizer, mas que como membro do budismo
Nichiren que ela sabia que eu podia mudar qualquer coisa em minha vida, ate
mesmo aquela situação.
Apesar de já ter tido uma experiência de vencer uma doença ficando entre
a vida e a morte quando eu tive tuberculose com água na pleura na idade de 15
anos, eu achava que orar para ter filhos era muito mais difícil.
Nesta época lembrei do gosho de Nichiren Daishonin que diz: “Ore a este
Gohonzon com todo o seu coração. O nam-myoho- rengue- kyo e como o rugido de um
leão, que doença pode ser um obstáculo?”.
No final do ano fiz minhas determinações e inclui o desejo de engravidar
e ser mãe, apesar de ainda achar que era quase impossível.
Para realizar meus objetivos do ano de 2012, eu decidi fazer cinco horas
de daimoku aos domingos. Como eu trabalhava muito cedo e depois ia para a
escola ou universidade, foi a melhor forma que eu encontrei para fazer mais
daimoku.
Convidei os membros da organização para participar em qualquer hora que
eles pudessem mais não contei a ninguém que um dos meus objetivos do daimoku
era ser mãe.
Mas quando eu queria engravidar? Como minha tendência é planejar tudo
que quero com data, ano e mês e não descanso ate conseguir, fiquei bastante
confusa nas minhas orações para decidir quando eu queria ser mãe.
Então lembrei de uma responsável que tive em Portugal que uma vez me
perguntou por que eu não tinha namorado e eu disse que não queria ter ninguém,
pois estava estudando para ir para a Universidade Soka e se eu tivesse namorado
ia me atrapalhar. E que eu também não queria magoar mais ninguém com as minhas
mudanças de país.
Ela então disse que eu não precisava ser tão calculista e que se eu
abrisse minha vida para relacionamento eu encontraria a pessoa que não só me
amaria mais que também abraçaria os meus sonhos. Que eu não precisava limitar tudo,
que o poder do daimoku e ilimitado.
Apesar de eu ainda não estar muito aberta para ter alguém antes de ir
para a SUA, eu decidir orar para abrir meu coração e logo depois encontrei
Jolly que e incrível comigo em todos os aspectos e meu maior incentivador para
estudar na SUA. Estamos juntos há cinco anos.
Então pensando nesta orientação da responsável decidi orar para
engravidar no momento certo para nossas vidas. Não queria determinar se seria
antes, no meio ou depois de estar na SUA. Mas que fosse ao momento certo para
nossas vidas e para o baby.
Comecei às cinco horas de daimoku no primeiro domingo de Janeiro, depois
de ter feito dez horas de daimoku no dia dois de Janeiro, aniversario do
Sensei.
Muitos membros vieram e cada domingo a sala enchia mais.
Jolly também fazia quando chegava do trabalho. E eu sabia o quanto o
daimoku do Jolly estava me ajudando, pois não queria me ver sofrer.
Eu realmente tinha sofrido muito com a noticia e o daimoku estava me
ajudando a entender mais profundamente minha missão (carma) e fazer minha
revolução humana.
No mês de fevereiro, cinco dias antes de a minha mãe vir de férias me
visitar, o marido da minha mãe veio a falecer.
Foi um choque para ela e eu também senti muito, pois o considerava como
um pai.
Antes de a minha mãe chegar eu fiz 14 horas de daimoku em três dias para
conseguir dar forҫa para minha mãe quando eu a encontrasse.
Felizmente correu tudo bem e ela ficou bem comigo e Jolly e encontrou e
dialogou com muitos amigos em Portugal.
Eu não tive coragem de contar para minha mãe sobre a menopausa e que eu
não podia ter filhos porque ela sempre me cobrou um neto. Brigava comigo
dizendo que todas as irmãs já tinham netos, menos ela.
E também eu não queria dar a ela uma noticia que a deixasse mais triste
do que ela já estava com a perda do Nildo.
No mês de marҫo deste ano, fui a medica novamente e pedi outro exame de
sangue. Ela solicitou e me aconselhou a começar a tomar os remédios da
menopausa para que os sintomas não aumentassem mais e me incomodasse.
Perguntei se eu podia esperar mais alguns meses antes de começar a tomar
os remédios e ela concordou.
O resultado do exame chegou e fui a clinica. Para minha surpresa a
medica era brasileira. Ela estava cobrindo férias da minha medica.
Por um instante achei que eu teria uma resposta diferente e positiva.
Mas infelizmente ela me deu a mesma noticia de que eu já sabia.
Fui para casa e continuei minha luta de daimoku.
Muitos benefícios foram se concretizando com as cinco horas de daimoku
aos domingos.
Fui convidada a trabalhar na cidade de Oxford pela organização (Healthy
Planet ) que já trabalhava como voluntária em uma das lojas de livros que nos
oferecemos para as pessoas. A diferença foi que eles me pagavam minha passagem,
da minha mãe e um valor muito bom diariamente. Eu ia com minha mãe duas vezes
por semana.
Outro beneficio foi a recuperação rápida da minha mãe e sua decisão de
voltar ao Rio de janeiro. Apesar de gostar muito da presença dela aqui, ela
ficava muito tempo sozinho quando eu e Jolly íamos para o trabalho e
universidade. Como ela não falava o inglês, acabava ficando em casa trancada o
dia todo.
Nós sabíamos que ela ficaria muito melhor no Rio perto dos amigos,
família e principalmente junto da BSGI, mas não queríamos influenciar na
decisão dela, uma vez que dissemos que ela podia ficar aqui o tempo que ela
quisesse.
Outro beneficio foi o Jolly ter conseguido mudar de trabalho.
No mês de maio, depois que minha mãe voltou ao Rio, meu período veio,
mas estava muito diferente de todos que eu tinha tido.
Procurei a medica e ela disse que era normal, pois meu organismo estava
jogando para fora o resto do sangue que ainda continha. E não me deu nenhuma
esperança de gravidez.
Em Julho fiquei muito doente com dores de cabeça forte, resfriado e mais
alguns sintomas que não tinha sentido antes. Achei que eram sintomas de tudo
junto, menopausa e resfriado.
Comprei um remédio na farmácia e antes de tomar, li as contra indicações
no verso da caixa. Uma das informações era que mulheres grávidas não podiam
tomar aquele remédio. Eu pensei:
- Este não é o meu caso, posso tomar.
De repente me veio à cabeça a idéia de conferir primeiro e pedi ao Jolly
para comprar um teste de gravidez de farmácia para eu verificar.
Quando ele chegou fiz o teste e o primeiro deu positivo. Achei que o exame
estava errado e fui dormir. No dia seguinte pela manha fiz o segundo teste
achando que o horário podia ter interferido no resultado do exame. Mas também
foi positivo.
- Como era possível?- Eu pensei.
Não acreditando pedi o Jolly para comprar mais uma caixa. Fiz novamente
um à noite e um pela manha e tinha mais dois positivos.
Liguei para a medica marquei a consulta e levei os quatros resultados
para ela ver. Ela olhou para mim espantada e disse:
- Não sei o que se passa aqui, mas parece que você esta grávida.
E eu disse para ela.
- Talvez seja o teste de farmácia que não estão bons.
E ela disse que os testes de farmácia eram muito eficientes. Mas que ela
pediria um exame de sangue para confirmar e pediu para eu esperar o resultado
antes de celebrarmos.
Ela também disse:
- Se você estiver grávida, e um baby milagroso.
Foram os três dias mais longos de toda a minha vida esperando o exame de
sangue ficar pronto.
No dia do resultado entrei no consultório e ela olhou para mim ainda com
a cara pasma e disse:
- TATIANA, VOCE ESTA GRAVIDA.
Ficamos uma olhando para a cara da outra sem dizer nada por alguns
segundos e então ainda para confirmar ainda mais ela pediu uma ultra-sonografia
especial para confirmar se o baby realmente existia e se estava tudo bem com o
baby e comigo.
Assim que sai do consultório liguei para o Jolly e os dois comemoram
juntos a vitória e nosso baby.
Fui fazer a ultra e a medica colocou o aparelho na minha barriga e
disse:
- Olha para a tela. Olha lá o baby.
Fiquei com medo de virar o rosto, mas quando olhei estava lá o baby.
A sensação e emoção que senti foram inexplicáveis. Não era só porque eu
estava vendo o baby, mas pela comprovação que eu estava tendo mais uma vez em
minha vida do poder do daimoku e da lei mística. Nós tínhamos conseguido
engravidar no mês de maio quando minha menstruação veio por apenas dois dias.
Sai de lá com a perna bamba sem acreditar no que estava acontecendo, mas
muito feliz. Liguei para o Jolly e contei que tinha visto nosso baby.
Dia 15 fomos à segunda ultra-sonografia. Ouvimos o coração do baby, e
ele ou ela esta com 12 centímetros. Tudo parece que esta bem e meus exames de
sangue para saber se esta tudo bem com o baby também foram positivos.
Dia 6 de setembro vamos saber o sexo e já escolhemos os nomes se for
menina ou menino.
Já casamos no civil e vamos fazer a cerimônia budista no futuro, pois
ainda não decidimos de será aqui, na Itália ou no Rio. E também queremos avisar
com um ano de antecedência para nossos amigos terem dinheiro e férias caso
queiram ir ou vir.
Minha mãe já sabe de tudo e esta muito feliz.
Agora estamos orando para a saúde e missão do baby e para vencermos em
nossos objetivos sempre.
Meu objetivo da Universidade Soka continua com mais um integrante há há
há
Tenho muito que agradecer ao sensei por ter ido ao Brasil e mundo
propagar esta lei maravilhosa, ao meu marido Jolly por todo amor e apoio, minha
querida mãe, minhas eternas amigas e irmãs do Brasil e mundo e aos membros de
Portugal e Londres que me apoiaram e vem me apoiando nesta minha jornada na
Europa.
Muito obrigada.
Amigaaaaaaaaaaaaaaaa!!!
ResponderExcluirEstou emocionada!!!
Parabens, Parabens, Parabens!!!
Vc sempre transformando o impossivel em possivel e nos incentivando com tanta paixao pelos seus objetivos!
Viva a Tati Vitoriosa!!!
Viva a nova Mamae!!!
Te Amo!
Bjs,
Cintia
Obrigada amiga linda!!!
ResponderExcluirOi Tati!Li seu relato...tocou muito meu coração. Você é realmente vencedora e com certeza será uma mãe maravilhosa. Seu exemplo é um grande incentivo para nós que estamos aqui no Brasil, Parabéns! Saúde pra você e principalmente para o bebê. Estou na torcida de longe!!! beijos no coração. Samara.
ResponderExcluirObrigada querida.
ResponderExcluirEmocionante!
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