a viagem de carro do hospital ate a casa foi tranquila. Leonardo foi dormindo toda a viagem e Jolly e eu olhavamos para ele ainda sem acreditar que aquela coisa linda pequenina era nossa.
Tambem estavamos assustados com o que viria pela frente. Naquele momento ja nao teriamos mais ajuda de nenhuma enfermeira, medica, assistente social, apoio a amamentacao e tudo mais. Seria nos e Leonardo. QUE FRIO NA BARRIGA!
Olhando pela janela parecia que eu estava no hospital por um mes. Olhava as coisas com tanta curiosidade como se tivesse chegado naqele dia de algum lugar do mundo para viver em Londres.
As ruas, casas e carros estavam cobertos de neve. Desde o dia que fomos para o hosital a um dia anterioir que saimos tinha nevado. Estava sol e muitas pessoas andando pelas ruas, dia normal para uma terca- feira.
O carro parou enfrente ao predio que moramos e a sensacao de sair em dois e chegar em tres deu-nos arrepio e uma alegria inexplicavel.
Abrimos a porta de casa e logo fomos despir o Leonardo que ja nos mostrou desde o hospital que nao gostava muito de vestir muitas roupas e ficar apertado. Neste ponto puxou os pais, eu que sou do Rio e adoro calor e o pai, que apesar de ser do Norte da Italia e nasceu perto das montanhas de neve, detesta frio e vestir muitas roupas.
Tiramos as roupas do Leoardo e colocamos ele no Moises. Ele continuou dormindo e eu e Jolly ficamos sentados na cama o adimirando.
Apesar da alegria eu estava esgotada. Precisava de banho comida caseira e uma soneca.
Tudo estava indo bem ate chegar a noite.
Eu e Jolly nao conseguimos dormir ao mesmo tempo que o Leonardo. Estavamos procupados que alguma coisa pudesse acontecer com ele como vomitar engasgar, sufocar e ate a tal da morte subita tao falada no hospital.
Decidimos entao revezar e ficar acordados. Quando eu amamntava, ele dormia. Quando ele ajudava o Leonardo a arrotar, eu dormia.
Aquela primeira noite foi a primeira de muitas noites
domingo, 28 de abril de 2013
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Minha experiencia do parto - parte 7 e ultima
Chegamos à
sala da medica e ela nos recebeu com um largo sorriso e brincando com Leonardo.
Ela examinou o ouvido, os olhos, a boca, nariz, garganta, coluna, as pernas,
braços, cabeça, ouviu o coração e pulmão e testou a reação dele o deixando cair
dos braços dela. Por ultimo perguntou se eu gostaria que Leonardo tomasse a
vacina TB/ BCG.
Eu já
estava mesmo com a idéia na cabeça de pedir porque aqui na Inglaterra eles não
dão essas vacinas nas crianças. Normalmente são os pais de paises como o Brasil
e outros da América latina que pedem. Ele não tomou na hora, mas no dia que
deixamos o hospital.
Enquanto
ela o examinava eu estava apreensiva com receio de que ele tivesse alguma coisa
não normal ainda mais porque ele chorava muito enquanto ela o examinava. Para
pará-lo de chorar, a doutora colocava a mão na boca dele para que ele pensasse
que era hora de comer e chupasse. Desta forma o choro cessava e ela continuava
sua busca por nada de errado.
Ele olhava
para mim com um olhar molhado e desesperador como se estivesse esperando que eu
o salvasse daquela situação. Contudo como mãe, eu sabia mais do que ninguém que
eu não precisava o salvar, ele estava na mão da pessoa que mais podia o ajudar
e protege-lo naquele momento. Ela saberia o que fazer caso encontrasse alguma
coisa errada com ele o com a saúde dele.
No final de
tudo ela disse a palavra mágica que eu imagino que todas as mães gostariam de
receber “seu filhos esta perfeito, nada errado com ele”. Abri um sorriso
nervosamente que com certeza ela percebeu o quanto eu estava agoniada com
aquela situação de ver meu filho ser examinado e chorando ao mesmo tempo e mais
do que tudo ouvir aquelas palavras.
Voltamos para
o nosso quarto e eu estava tranqüila e relaxada. Queria o mais rápido possível contar
para Jolly. Ele tinha ido a casa para tomar banho e ver como estavam às coisas.
Os procedimentos
para controlar o nível de açúcar no sangue do Leonardo continuaram e nos fomos
recebendo no quarto todos os profissionais responsáveis de todos os exames e também
recebemos uma responsável do brestfeeding ( amamentação do peito) para saber se
eu estava tendo algum problema e amamentar o Leonardo.
Achei muito
carinhoso toda a ajuda que tive no hospital durante dois dias depois de ter o
Leonardo. Estavam mesmo preocupados em nos apoiar ao maximo para quando
fossemos embora estivéssemos preparados para cuidar no nosso filho sozinhos.
No segundo
dia recebemos a maravilhosa noticia que podíamos ir para a casa. Isto foi em uma
terҫa – feira. Logo depois do almoço arrumamos nossas coisas, ligamos para o táxi
e escrevemos um cartão de agradecimento que Jolly tinha ido comprar em uma loja
que ficava ao lado do hospital. O cartão tinha um cãozinho que dizia “ Just to
say good bye” Escrevemos nossos sentimentos de agradecimento a toda proteção, atenção
e carinho que tivemos naqueles 4 dias.
Jolly e eu
arrumamos o Leonardo e todas as roupas que levamos estavam grandes nele, uma
vez que ele nasceu menor do que o esperado. E para piorar nosso nervosismo de
irmos para casa e começarmos tudo por nos mesmos, Leonardo abriu o berreiro
quando começamos a vesti-lo.
Não tínhamos
muito tempo para entregar o cartão à equipe que estava de plantão e antes do
carro chegar. Por alguns instantes ficamos sem saber o que fazer, se insistia em
vesti-lo ou se tirava tudo e esperava ele se acalmar.
Ali estava
diante de nos nosso primeiro desafio. Comecei a fazer daimoku mentalmente e de
repente Jolly conseguiu acalma-lo, vestiu-o e colocamo-o no car seat ( cadeira
de carro). Saímos do quarto o mais rápido que pudemos, entregamos o cartao e
dissemos “THANK YOU VERY MUCH FOR EVERYTHING” e fomos à direção do elevador. Neste
momento Leonardo já estava dormindo. E eu e Jolly soltamos um suspiro misturado
com um largo sorriso. ESTAVAMOS INDO PARA CASA!!!!
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