Grande Juramento
Minha verdadeira luta pelo kosen rufu na Suíça começou a quase quatro semanas atrás. Não que no início, em janeiro desse ano, não estava decidida. Contudo, estava esperando as condições favoráveis virem primeiro para depois realizar meu juramento de propagar o budismo aqui. Consequentemente todos os obstáculos que apareceram se tornaram grandes, gigantes. Demorou um pouco para a ficha cair de que estava no caminho errado. Digo errado porque sou boddhistava da terra. Meus amigos budistas vão entender bem essa parte.
Até entender isso profundamente na minha vida, bati cabeça, quebrei a cara, algumas vezes me senti perdida e quase mudei de ideia.
Então um dia percebi que precisava de ajuda rápida e busquei essa ajuda nas escrituras de Nitiren Daishonin e nas explanações do meu mestre. Peguei o Gosho "Abertura dos Olhos" e comecei a ler. Me emocionei, chorei, renovei meu juramento, fortaleci minha fé e convicção e entrei em ação. Entrei em ação de onde eu estava! Não podia mais esperar as situações favoráveis! O kosen rufu, a felicidade das pessoas não podiam esperar minhas situações favoráveis.
Eu estava agindo com o corpo, mas o coração não estava presente onde eu estava. Eu estava na Itália na época e meu coração estava na Suíça, onde eu havia decidido lutar pelo kosen rufu nos próximos cinquenta anos.
Então comecei a dar meu máximo em Nichelino, Turim, Itália. Cada membro da Gakkai que eu encontrava, eu encontrava com todo meu ser como se fosse minha única oportunidade de encontrá-la. Exatamente como sensei fazia em suas visitas e viagens! Cada pessoa que encontrava nas ruas, bibliotecas ou parques que andava com Leon, eu dava meu máximo como ser humano para que através de minha vida, pudesse entrar em contato com a lei mística. Cada encontro com minha cunhada, que estava voltando a praticar , eu a abraçava com meu coração para que vencesse todas as etapas da sua vida e fosse verdadeiramente feliz.
Um dia do nada senti em meu coração que era hora de partir... FEu sabia que todos iam ficar bem e que eu e Jolly Joker é nosso filho Leon já tínhamos estado lá o suficiente para a vida daquelas pessoas e da nossa própria vida também. Não éramos mais os mesmos! Estávamos todos mais fortes!
Partimos com muito menos condições do que chegamos, mas com muito mais convicção de quando decidimos mudar pela primeira vez.
Já no trem a caminho da Suíça, sorrisos vieram em nossos rostos e falamos um para o outro que estávamos indo para casa. Casa que ainda não existia, não havia trabalho, não havia nada! Mas estávamos juntos e com o coração transbordando com nosso juramento; viver pelo kosen rufu da Suíça.
Muitos devem estar pensando o que eu pensei no início. Mas porque Suíça e não outro país como a África, Brasil, Índia ou qualquer outro que tem mais problemas? Demorou a cair a fixa de que eu estava indo morar em uma país quase que perfeito, com uma economia forte, boa educação, sem violência e tudo mais que fazem a Suíça ser uma dos países melhores do mundo de ser viver. Comecei a me sentir culpada de morar em um país assim. Só queria viver mais perto da natureza, da família italiana e ver Leon em um escola que tem a educação ambiental e alimentar forte. Valores que fazem parte de nossas vidas fortemente desde o dia do nascimento do Leon; paramos de comer carne para não contribuir com a criação e matança desumana dos animais, paramos de comer produtos industrializados, que além de fazer-me mal à saúde, ocupam espaços na natureza que podiam estar sendo usados para a plantação de frutas e verduras e saladas e passamos a valorizar mais as coisas simples como sentar na grama, molhar os pés no lago e passar manhãs e tardes com Leon nos parques, do que passar um dia andando em um shopping center. Mudanças como essas me trouxe a Suíça com sua rica natureza.
E agora, o que fazer com meu sentimento de culpa de morar em um país como esse? Então lembrei de uma passagem que li de uma das viagens que meu mestre fez pelo mundo para plantar a semente do budismo por onde passava. Uma pessoa perguntou a ele porque ele estava indo à Rússia e ele respondeu: " Eu vou aonde tem pessoas." Lá estava minha resposta! Na Suíça havia pessoas!
Chegamos dia primeiro de junho e logo iniciamos nossa jornada de mestre e discípulo. Nosso juramento de lutar pelo kosen rufu aqui, com essas pessoas. Visitamos um novo membro, fizemos daimoku com uma mamãe como eu, fomos aos daimoku, preparação de reuniões, reuniões de dialogo é claramente percebi que mais uma vez meu mestre está certíssimo quando diz que dinheiro, fama sozinhos não garantem a verdadeira felicidade. Concluindo, estou ( estamos no lugar certo).
E a coisa mais linda de tudo, mais uma vez citando meu mestre que diz que a mudança do mundo, começa com a minha mudança, posso fazer isso de qualquer lugar. E esse lugar nesse momento é aqui na Suíça.
Nem preciso dizer que com essas mudanças profundas em nossos corações e vida, todas as situações desfavoráveis desapareceram e se tornaram oportunidades. E mais ainda, benefícios não param de chegar e de uma forma inimaginável.
A parte que mais tem me emocionado nessa jornada e subir degraus de escadas que parecem que não acabam mais para recitar daimoku com uma senhora que vem lutando para vencer o carma de doença ( câncer) e prolongar sua vida. Hoje por exemplo cheguei na casa dela quinze minutos antes de terminar o daimoku tosso ( que só estava ela) colocando os bofes para fora de tanto subir as escadas e fizemos um gongyo e 10 minutos de daimoku juntas que tiraram lágrimas dos meus olhos. Emoção porque eu cheguei lá? Talvez... Porque o que eu sentia mais era a emoção de estar com ela nesse momento tão importante para a vida dela. Senti como se fôssemos velhas e grandes amigas... Só nos conhecemos a três semanas. Maravilhoso o que o mundo da Soka Gakkai me oferece!!!! Nos oferece!!!!!
Nosso juramento está mais forte do que nunca! ( meu e de meu marido). Temos muito ainda o que realizar e vamos realizar custe o que custar!
Sensei o kosen rufu e minha vida! Nossa vida!
Gratidão eterna!!!!
Forte juramento...

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