A morte e sempre um assunto delicado, muitas vezes evitado e que entristece muitos.
Contudo, como diz meu mestre da vida, para entender a morte é necessário primeiro entender a vida.
No budismo Nitiren , que eu pratico, ensina que a morte não é o fim, mas sim o começo de uma nova vida.
Que viver é como estar acordado e morrer é como se estivéssemos dormindo. Ambos são para recarregar as energias.
Então pensando dessa forma, o ideal seria que cada dia de vida fosse vivido de forma grandiosa e profunda pois cada dia é único.
E quando dorme, recarrega as energias para dar o dia seguinte poder viver intensamente e profundamente com grande significado.
Assim também é a vida e a morte!
Vivemos essa existência e morremos para começar uma outra.
Também meu mestre diz, com base nos ensinamentos do Buda original Nitiren Daishonin , que cada um de nós tem uma missão única que somente cada um pode realizar. E que quando essa missão termina, é hora de partir e começar uma outra.
Em um diálogo com líderes responsáveis do departamento de estudo da soka gakkai, meu mestre Daisaku Ikeda disse que um bodhissattva da terra só morre quando sua missão acabava para começar rapidamente uma outra.
Claro que a saudade e dói... Mas missão é missão!
Para que cada um de nós cumpramos nossa missão como seres humanos, entramos no ciclo da vida; dos quatro sofrimentos de nascimento, envelhecimento, doença e morte. Todos sem exceção passarão por esses quatro sofrimentos!
O ponto é, como passarmos por cada um desses sofrimentos , que no nosso caso como budista de Nitiren transformamos tudo em missão?
Através da recitação do Nam- myoho- rengue- kyo e da luta do Kosen Rufu ( felicidade de todas as pessoas)
Por isso é muito importante praticamos firme e corretamente até o final de nossas vidas para que possamos manter nosso estado de vida no mais elevado; o estado de Buda. Estado de completa liberdade de qualquer sofrimento, medo, dúvida e de muita coragem. Estado que sentimos absolutamente felizes pelo simples fato de estarmos vivo!
E como explica meu mestre na sabedoria do surra de lotus no capitulo Os Dez Eatados de Vida; o estado de vida que morremos, será o estado de vida que renasceremos.
Existe comprovação maior da vitória no momento da morte quando se pratica até o fim?
NÃO! NÃO EXISTE!
Então se morro no estado de Buda, renasço no estado de Buda. Renovo mais uma vez meu juramento de cumprir dignamente minha missão. EXATAMENTE COMO VOCÊS FIZERAM meus companheiros da Gakkai!
Mais uma vez meu mestre tocou meu coração em uma de suas orientações quando disse que quando chegar nossa hora de partir, o que nos dará coragem e tranqüilidade é a certeza de que o que levaremos conosco é a gratidão e amor de cada pessoa que passou por nossas vidas e que ajudamos. Quantas pessoas eu ajudei a ser tornarem felizes!!!!
E no é exatamente isso que nossas companheiras e companheiros fizeram enquanto vivos? Quantas visitas familiares, quantos DAIMOKU tosos, quantos festivais, reuniões, sorrisos, lágrimas, encorajamentos...
Por isso não há motivos para chorar e nem duvidar de que a missão deles chegaram ao fim nessa existência.
O tempo de vida que temos como ser humano é muito insignificante comparado ao tempo de vida do universo. E a quantidade de vezes que morremos e nascemos é tão grande que mesmo que todas as madeiras desse planeta fossem transformados em palitos de fósforos, ainda não seriam suficientes para nós dizer quantas vezes nascemos e morremos.
Então, gostaria de dizer a Dra. Nazaré e todas e todos companheiros da gakkai que faleceram recendente: VOLTEM LOGO! Pois a humanidade e o mestre precisam de vocês fresquinhos para continuar essa luta do Kosen Rufu de salvar todas as pessoas dos quatro sofrimentos da vida e ter uma existência de luta, conquistas e realizações com uma vida inabalável, assim como vocês fizeram e tenho certeza que farão!
Rumo a 2050, sucessores Ikeda!!!
Até breve...
Com amor e respeito.
E para nós que ainda estamos aqui, tenhamos eles e elas como exemplos...
Mais uma vez decidida a ler novamente os livro s VIDA E MORTE e VIDA UMA JÓIA PRECIOSA escritos por Daisaku Ikeda
12 de maio de 2015
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