Chegamos à Itália
no dia 1 de Novembro por volta das 10 da manha. O Pai do Jolly que iria nos
buscar, mas ele ainda não estava quando saímos do aeroporto. Jolly ligou para
ele e descobrirmos que ele estava em um estacionamento próximo. Portanto ele
chegou uns minutos depois.
O pai dele
estava com um cara um pouco preocupado e então soubemos que a mãe do Jolly
tinha piorado, estava respirando com ajuda de aparelhos, e estava inconsciente.
Ficou um grande silencio no carro e uma tensão. Apesar de não falar italiano,
eu entendo muito bem. Jolly olhava para fora da janela do carro e eu comecei a
fazer daimoku mentalmente no banco de trás. Eu sabia o quanto ele desejava
chegar à Itália e saber que a mãe tinha melhorado muito e não o contrario.
Fomos para
o hospital e tinham muitos familiares tanto da parte da mãe do Jolly quanto do
pai. A irmã do Jolly também estava lá. Cumprimentamos todos e fomos ver a
Laurina, mãe do Jolly. Ela estava deitada dormindo e com um aparelho respiratório
que pegava a boca e o nariz. Também estava muito mais magra do que da ultima
vez que a vi em Julho deste ano. Ficamos com ela um pouco fizemos daimoku
sansho e depois saímos, pois os enfermeiros tinham que trocar as roupas dela.
Neste intervalo
fui comprar algo para comer com a irmã do Jolly. Eu e Leonardo estávamos famintos!
No caminho da cantina, que ficava no primeiro andar do hospital, eu tentei com
meu pobre italiano falar com Doriana e encorajá-la, mas foi muito difícil. Nossa
comunicação teve mesmo que ser com base no coração. Ela estava muito triste e
com um aspecto de exausta, uma vez que estava indo ao hospital por mais de duas
semanas revezando com outras pessoas da família para cuidar da mãe dela.
Levei
lanche para o Jolly mais ele não quis comer e guardou o pão no bolso do casaco
dele. Enquanto estávamos do lado de fora do quarto, os enfermeiros comunicaram
que eles iriam mudar a Laurina do quarto para que a família toda pudesse vê-la,
ficar com ela ate o momento dela partir, pois já era certo que ela não viveria
muito tempo.
O outro
quarto era bem maior, ela ficava sozinha e tinha uma janela enorme que dava
para uma vista linda do lado de fora do hospital com muitas arvores de folhas
verdes, vermelhas e algumas amarelas. Não fazia sol e nem estava nublado, era
uma mistura de sol e nublado que fazia com que partes do jardim e onde estavam
as arvores, ficarem com uma imagem como tem nos cartões postais.
Na hora do almoço
todos foram para casa porque eu e Jolly dissemos que preferíamos ficar lá com
ela. Então fui comprar lanche novamente e desta vez sozinha. Jolly ficou
fazendo daimoku sentado em uma cadeira do lado da mãe.
Não foi difícil
achar o local. Sou muita boa para guardar imagens, mais do que nomes. O senhor
que me atendeu não entendeu quando eu perguntei em Português e tive que falar
em Inglês. Ele também não me entendeu muito mais eu falei fazendo sinais que o
ajudou a perceber o que eu queria.
Voltei para
o quarto e lanchei primeiro. Depois Jolly lanchou e eu fiquei fazendo daimoku
do lado dela. Nós conseguimos fazer mais de 4 horas de daimoku ate chegar mais alguém
na parte da tarde. Quando saiam do quarto nos fazíamos mais e a noite conseguirmos
fazer o gongyo antes de ir para a casa do pai do Jolly para descansarmos e
voltarmos no dia seguinte.
Jantamos
com o pai do Jolly, assistimos um pouco de televisão com ele para o
distrairmos, Jolly conversou um pouco com ele, depois fomos tomar banho, fazer
gongyo e deitamos. Jolly comentou enquanto estávamos relaxando para dormir que
a casa não era a mesma sem a mãe. Eu concordei. Ela era mesmo muito presente
nas nossas vidas.
Às duas
horas da manha o pai do Jolly abre a porta do quarto e diz que a Laurina tinha
falecido.
Puxa amiga, que dia intenso...
ResponderExcluirContinue firme na oração para ela e toda a família.
Espero que Jolly esteja bem...
Beijos
Carla Viviane
Sim amiga ele esta melhorando a cada dia. A saudade e grande mas sabemos que a vida e eterna e que ela vai sempre viver nos nossos coracoes como sensei diz. Obrigada pelo carinho...
ResponderExcluirTati chorei ao ler esta parte do seu blog. Imagino o quanto este momento deve ter dificil para vcs.Um forte abraco Rosangela
ResponderExcluirSim amiga foi mesmo!!!! Obrigada
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