segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Meus sete dias em Itália – parte 1




Chegamos à Itália no dia 1 de Novembro por volta das 10 da manha. O Pai do Jolly que iria nos buscar, mas ele ainda não estava quando saímos do aeroporto. Jolly ligou para ele e descobrirmos que ele estava em um estacionamento próximo. Portanto ele chegou uns minutos depois.

O pai dele estava com um cara um pouco preocupado e então soubemos que a mãe do Jolly tinha piorado, estava respirando com ajuda de aparelhos, e estava inconsciente. Ficou um grande silencio no carro e uma tensão. Apesar de não falar italiano, eu entendo muito bem. Jolly olhava para fora da janela do carro e eu comecei a fazer daimoku mentalmente no banco de trás. Eu sabia o quanto ele desejava chegar à Itália e saber que a mãe tinha melhorado muito e não o contrario.

Fomos para o hospital e tinham muitos familiares tanto da parte da mãe do Jolly quanto do pai. A irmã do Jolly também estava lá. Cumprimentamos todos e fomos ver a Laurina, mãe do Jolly. Ela estava deitada dormindo e com um aparelho respiratório que pegava a boca e o nariz. Também estava muito mais magra do que da ultima vez que a vi em Julho deste ano. Ficamos com ela um pouco fizemos daimoku sansho e depois saímos, pois os enfermeiros  tinham que trocar as roupas dela.

Neste intervalo fui comprar algo para comer com a irmã do Jolly. Eu e Leonardo estávamos famintos! No caminho da cantina, que ficava no primeiro andar do hospital, eu tentei com meu pobre italiano falar com Doriana e encorajá-la, mas foi muito difícil. Nossa comunicação teve mesmo que ser com base no coração. Ela estava muito triste e com um aspecto de exausta, uma vez que estava indo ao hospital por mais de duas semanas revezando com outras pessoas da família para cuidar da mãe dela.

Levei lanche para o Jolly mais ele não quis comer e guardou o pão no bolso do casaco dele. Enquanto estávamos do lado de fora do quarto, os enfermeiros comunicaram que eles iriam mudar a Laurina do quarto para que a família toda pudesse vê-la, ficar com ela ate o momento dela partir, pois já era certo que ela não viveria muito tempo.

O outro quarto era bem maior, ela ficava sozinha e tinha uma janela enorme que dava para uma vista linda do lado de fora do hospital com muitas arvores de folhas verdes, vermelhas e algumas amarelas. Não fazia sol e nem estava nublado, era uma mistura de sol e nublado que fazia com que partes do jardim e onde estavam as arvores, ficarem com uma imagem como tem nos cartões postais.

Na hora do almoço todos foram para casa porque eu e Jolly dissemos que preferíamos ficar lá com ela. Então fui comprar lanche novamente e desta vez sozinha. Jolly ficou fazendo daimoku sentado em uma cadeira do lado da mãe.

Não foi difícil achar o local. Sou muita boa para guardar imagens, mais do que nomes. O senhor que me atendeu não entendeu quando eu perguntei em Português e tive que falar em Inglês. Ele também não me entendeu muito mais eu falei fazendo sinais que o ajudou a perceber o que eu queria.

Voltei para o quarto e lanchei primeiro. Depois Jolly lanchou e eu fiquei fazendo daimoku do lado dela. Nós conseguimos fazer mais de 4 horas de daimoku ate chegar mais alguém na parte da tarde. Quando saiam do quarto nos fazíamos mais e a noite conseguirmos fazer o gongyo antes de ir para a casa do pai do Jolly para descansarmos e voltarmos no dia seguinte.   

Jantamos com o pai do Jolly, assistimos um pouco de televisão com ele para o distrairmos, Jolly conversou um pouco com ele, depois fomos tomar banho, fazer gongyo e deitamos. Jolly comentou enquanto estávamos relaxando para dormir que a casa não era a mesma sem a mãe. Eu concordei. Ela era mesmo muito presente nas nossas vidas.

Às duas horas da manha o pai do Jolly abre a porta do quarto e diz que a Laurina tinha falecido. 

4 comentários:

  1. Puxa amiga, que dia intenso...
    Continue firme na oração para ela e toda a família.
    Espero que Jolly esteja bem...

    Beijos
    Carla Viviane

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  2. Sim amiga ele esta melhorando a cada dia. A saudade e grande mas sabemos que a vida e eterna e que ela vai sempre viver nos nossos coracoes como sensei diz. Obrigada pelo carinho...

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  3. Tati chorei ao ler esta parte do seu blog. Imagino o quanto este momento deve ter dificil para vcs.Um forte abraco Rosangela

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