domingo, 4 de novembro de 2012

Primeira vez com Leonardo









No final de semana passada eu participei do curso de budismo da organização que pertenço por três dias. A principio estava com receio de participar por causa da insônia e fiquei com medo de ficar em um quarto com outras pessoas e acabar incomodando. Mas Jolly perguntou se nos dois podíamos ficar no mesmo quarto e assim ele podia cuidar de mim. Como os responsáveis aprovaram, eu e Leonardo fomos ao curso.

O curso começou na sexta às 6 da tarde e depois do jantar tivemos uma palestra com o responsável do estudo do Reino Unido Robert. Ele falou sobre nossa postura ao orar com base nas orientações do Sensei e Gosho de Nitiren Daishonin. Uma das coisas que ele falou que tocou muito forte minha vida foi que precisamos orar visualizando a vitória. Eu sempre orei pensando que já estava na situação que queria e às vezes achei que eu estava exagerando. Confirmei que não! Agora ninguém me segura!

No sábado tivemos vários relatos de experiência e palestras com os responsáveis de área (capitulo em Portugal). No final do dia estava muito cansada e fui dormir antes de todo mundo.

No domingo tivemos outra maravilhosa palestra com Fiona, uma das responsáveis do departamento das mulheres (Fujimbu) do Reino Unido, que também falou sobre a vitória na vida com base na pratica da fé. Contou também suas experiências quando pertencia ao departamento das jovens mulheres (Joshibus). O que mais me tocou em suas palavras foi quando ela disse que decide todos os dias pela manhã que será infalivelmente vitoriosa.

Apesar de o curso ter sido intenso, eu me senti muito bem. Como fazíamos muito daimoku, Leonardo não parava de mexer e às vezes chutava. Tão bello!!!!

Jolly e eu fizemos bastante daimoku determinado para a felicidade absoluta da mãe dele Laurina, que estava internada em um hospital lutando contra o câncer no pulmão em Itália. Pensávamos sempre nela...

No final do curso estávamos radiantes e cansados. Jolly foi maravilhoso comigo, apesar de estar muito ocupado com os preparativos do curso como um dos responsáveis centrais.

Chegamos a casa no domingo por volta das 4 horas. Jantamos em torno das 7 e as 9 já estávamos indo dormir.

Na segunda acordamos um pouco mais tarde do que o normal. Jolly começou no trabalho as 3 e eu fui a faculdade para minha aula.

Terca - feira pela manha eu fui ao hospital que vou ter o Leonardo para minha segunda aula de Pilate para grávidas. Depois fui dar aula de Inglês para uma aluna. Cheguei a casa depois das 4. Jolly pegou no trabalho 12 e chegou em casa depois das 9 da noite.

Quarta- feira, véspera de nossa viagem para a Itália, escrevi umas cartas para algumas jovens mulheres e senhoras que não puderam ir ao curso contando sobre as palestras e o que foi falado. Fazia muito tempo que não escrevia tanto a mão. Escrevi cinco cartas e quatro delas com 4 paginas frente e verso e uma de apenas uma folha. Entreguei algumas cartas para uma amiga levar a reunião e entregar as pessoas que estariam lá, e eu fui pessoalmente a casa de uma. Quando cheguei a casa dela deixei na caixa de correios e avisei por mensagem de texto que tinha acabado de deixar a carta para ela. Ela agradeceu por mensagem.

Estava muito frio na rua e procurei chegar a casa o mais breve possível.

Arrumei minha mala para a viagem e fiz a janta. Jolly chegou depois das 9.30 da faculdade e depois que jantamos, arrumou suas coisas.

Dormirmos por volta das 11 e levantamos as 2 da madrugada para ir para o aeroporto.

O vôo foi as 7 e Leonardo mexeu toda a viagem. Li em um livro que aos seis meses o baby começa a sentir sons que vem do lado de fora e acho que ele mexeu muito por causa do barulho que o avião fazia no ar. Mas ficou tudo bem. Depois Jolly colocou um dos fones de ouvido com a recitação de daimoku e Leonardo deu dois chutes. Apesar dele não parar de mexer, consegui dormir a viagem quase toda.

Chegamos à Itália as 10. Esperamos pelo pai do Jolly e após ele nos pegar de carro, nos contou que a mãe do Jolly já estava inconsciente no hospital. O papai do Jolly estava muito triste e fomos direto para o hospital. 


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