Eram seis
quartos na sala onde eu estava. Três de um lado e três do outro. Alem de mim,
tinha uma mulher no primeiro quarto do lado direito, uma do meu lado que
chorava e gritava muito e pedia Cesariana e uma no quarto de frente do meu que
gemia e vomitava muito quando as contrações dela vinham.
Tentei me
concentrar nas minhas contrações e na respiração longa que tinha que fazer cada
vez que as contrações vinham para não ficar assustada com a situação das duas
mulheres que pareciam que estavam sofrendo muito. A mulher que estava no
primeiro quarto não gritava e nem chorava e parecia que estava fazendo
exercícios de yoga. Ela estava sempre encima da cama fazendo alguma coisa
quando eu ia ao banheiro, por isso deduzi que poderia ser exercícios de yoga.
Decidi ter ela como exemplo de controle, principalmente quando as piores
contrações chegassem. Manter a calma e controle era um meio de receber as
contrações e passar por elas com sucesso. Era o que tinha aprendido nas aulas
de pré – natal.
Passei toda
a noite de sexta agarrada à mão de Jolly sentindo as contrações que vinham de
tempo em tempo. Cada vez que ela vinha, eu inspirava o ar e expirava-o
longamente. Mesmo quando eu estava dormindo eu acordava, apertava a mão do Jolly
e respirava longamente para controlar a dor.
No dia
seguinte os procedimentos para acompanhar a mim e ao Leonardo continuaram. E no
final do dia fui comunicada que minha dilatação estava indo muito bem e que no
domingo pela manha, dia seguinte, seria transferida para a sala do parto.
Apesar da
noticia boa que eu estaria tendo o Leonardo já no domingo, senti um frio na
barriga. Passei todo o sábado sentindo e controlando as contrações e pensando
como seria no dia seguinte.
Eu e Jolly
fizemos gongyo e daimoku baixinho no quarto todos os dias. E Jolly foi
maravilhoso comigo me apoiando em tudo. Como não consigo engolir comprimido,
ele pediu a enfermeira duas colheres para esmagar os comprimidos para eu tomar.
Eu me senti muito protegida tendo ele do meu lado. Também quando eu precisava
ir ao banheiro ele ia comigo para ser um apoio quando minhas contrações viam no
mesmo momento que estava fazendo minhas necessidades. Rimos juntos desses
momentos de privacidades que nunca compartilhamos como estar junto no banheiro
fazendo as necessidades.
A noite de sábado
foi mais intensa que sexta porque as contrações estavam vindo com intervalos de
tempo menores e gradativamente estavam ficando mais fortes.
No domingo
de manha fomos informados que mudaríamos para o quarto do parto somente na
parte da tarde ao invés de pela manha. O motivo e que o quarto ainda estava
ocupado. Pensei na pessoa que estava no quarto e desejei que tudo estivesse
correndo bem com a pessoa que estivesse tendo o baby.
A manha de
domingo não passava nunca e cada minuto eu pensava que em breve Leonardo
estaria com agente. Como seria o rostinho do Leonardo? Jolly e eu nos
perguntávamos sempre. Será que eu conseguiria empurrar o Leonardo? Eu me
perguntava constantemente.
Assim que
nosso almoço chegou por volta da uma, as novas enfermeiras (midwife) da sala do
parto veio nos comunicar que já podíamos ir para o quarto que eu teria o
Leonardo. Como estávamos almoçando, elas voltariam em 15 minutos para nos
ajudar com as malas.
Engoli a
comida com muita dificuldade. Sentia-me nervosa, ansiosa e ate um pouco com
medo. No meu coração eu só pensava que meu filho estava prestes a vir ao mundo.
Elas
voltaram no tempo determinado e fomos caminhando pelo corredor principal e
passamos pela porta do departamento de partos. Eu ouvia muitas mulheres
chorando e gritando. Fiquei preocupada mas dentro de mim havia uma certeza de
que meu parto seria exatamente como eu havia determinado, sem sofrimento e
especial.
Estou ansiosa pela outra parte!!! Beijinhusss
ResponderExcluirkkkk desculpa nao escrever logo tudo e a falta de tempo...
Excluirsaudades...
Estou curiosa! Quero mais, Tati.
ResponderExcluirBjão! Saudades!
kkkk ja mando mais assim que Leonardo deixar
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