Leonardo
nasceu as 03h55min da manha do dia 20 de janeiro de 2013 com 49 cm e 2.40
kilos. Aquele foi o dia mais feliz de nossas vidas!
Misticamente
Leonardo nasceu no mesmo dia e hora que seu primo Gianni, sobrinho do Jolly que
vive em Turin na Itália. Mas Gianni esta com 16 anos agora. Alem disso em
comum, Jolly acha que os olhos azuis cinzentos do Leonardo e igual ao do
Gianni.
Agora
estávamos Jolly e eu em um quarto do hospital com o nosso lindo baby esperando
para sermos liberados e irmos para casa. Tudo que tinha acontecido desde
sexta-feira a partir de uma da tarde ate aquele momento, jamais serão
esquecidos.
O quarto
que ficamos situava-se em um departamento com várias grandes salas e em cada
uma tinham seis pequenos quartos onde ficavam os pais com seus recém
nascidos. Os quartos eram separados por
uma cortina amarela clara e dentro de cada um tinha uma cama, uma cadeira ao
lado da cama para o acompanhante, uma televisão, uma mesa pequena com rodas
para que pudesse puxá-la e comer sentada na cama e um aparelho onde ficava uma
campainha para chamar as enfermeiras em caso de emergência ou alguma solicitação.
Jolly e eu
estávamos tão cansados que logo depois que terminamos de arrumar nossas coisas
fomos logo dormir um pouco. Colocamos nossos pertences do lado esquerdo do
quarto e o berço com o Leonardo do lado direito perto da cadeira onde o Jolly
estaria.
Quando um
baby começava a chorar os outros os acompanhavam, menos o Leonardo. Ele chorava
apenas quando as enfermeiras tiravam sangue do pezinho ou quando estava com
fome. Eu ainda não tinha aprendido os sinais da fome na pratica. Um deles era
quando o Leonardo abrisse e fechasse a boca varias vezes.
Nosso sono foi
interrompido mais ou menos uma hora mais tarde quando uma enfermeira entrou no
quarto para tirar sangue do Leonardo para verificar o nível de açúcar no sangue
dele. Como eu tinha me tornado diabética na gravidez, eu tive que fazer uma
dieta controlada pela equipe de diabetes para que o excesso de açúcar no sangue
não prejudicasse minha gravidez e o baby.
Uma das preocupações
dos médicos era que o baby normalmente nasce muito grande alem do normal quando
a mãe e diabética. Mas comigo acabou acontecendo o contrario. Apesar de estar diabética
meu filho nasceu menor do que o normal. Por causa disso precisávamos ficar no
hospital por mais dois dias para elevar o nível de açúcar no sangue do
Leonardo.
Também tiraram
meu sangue, pegaram um pedaço da minha placenta e outros exames para servirem
de estudo para que possam entender melhor porque que isso aconteceu. Em minha
opinião foi bastante boa sorte Leonardo não ter vindo grande, pois assim pude
ter parto normal.
Ela furou o pezinho dele e ele chorou. Segunda
vez que estava ouvindo o choro do meu filho, mas desta o choro era de dor e não
de susto como foi quando ele saiu da minha barriga. Ficamos com pena dele, mas
sabíamos que era necessário.
Não somente
o exame de sangue foi feito muitos outros exames como dos olhos, ouvido, pele
etc... Um check up geral para saber se estava tudo bem com ele. Nosso quarto
estava sempre com a presença de alguma enfermeira e dormir por muito tempo era
quase impossível.
Depois do
café da manha, Leonardo acordou e eu sabia que era hora dele comer. Alem do meu
peito, eu tinha que dar um complemento de leite em uma mamadeira porque ele
precisava se alimentar muito bem naquele momento porque o exame de sangue
resultou que ele estava com pouco açúcar no sangue. Estava 2.4 e ele precisava
passar de 3.5.
Ele pegava
mais fácil a mamadeira do que o peito, que exigia dele fazer mais esforço para
puxar o leite.
Em uma das
minhas tentativas de amamentar o Leonardo eu não conseguia encaixar
corretamente a boca dele nos meus seios. Deveria ser de uma forma que ele
pegasse uma parte escura do seio também. Caso não fosse daquela forma, meus
seios ficariam magoados e ele não conseguiria puxar o leite corretamente.
Eu estava
sozinha naquele momento porque Jolly tinha ido a casa verificar se estava tudo
bem e tomar banho, que não era permitido para ele no hospital.
Leonardo
começou a chorar muito e ficou muito vermelho. Fiquei desesperada e chamei uma
enfermeira apertando o aparelho de emergência.
Quando a
enfermeira chegou ao quarto, antes mesmo de explicar o que estava acontecendo,
cai no choro. Não conseguia parar de chorar e repetia em lagrimas que ele
estava com fome e que eu não conseguia amamentá-lo.
Ela calmamente
como se já estivesse acostumada com aquele tipo de situação pegou o Leonardo posicionou-o
em meus seios nos lábios dele e ele rapidamente começou a mamar. Fiquei tão
emocionada de ver meu filho mamando que ao invés de parar de chorar, chorei
mais ainda.
A
enfermeira sentou do meu lado e disse que era para eu não me preocupar porque
tanto Leonardo quanto eu estávamos aprendendo a dar de mamar e a mamar.
Carinhosamente ela disse que era muito normal que as mães se sentissem
incapazes e tristes quando não conseguiam dar de mamar aos seus babies, mas que
era para eu tivesse paciência e não desistisse do breastfeeding ( leite de
peito) que era o melhor para o meu baby
Fiquei muito mais tranqüila depois que ela me
explicou varias vezes como posicionar o Leonardo nos meus seios e ver meu baby
dormindo de barriga cheia. Quando ele acordou mais tarde para mamar de novo eu
consegui posiciona-lo com mais facilidade e sem a ajuda dela.
Cada vez
que eu amamentava meu filho eu me sentia mais feliz.
Também me
foi explicado da importância de fazer skin to skin ( pele com pele/ corpo com
corpo) com o meu baby. Elas insistiam que eu fizesse sempre pelo menos uma vez
por dia. Eu tirava a camisa e o sutiã e a roupinha do Leonardo deixando apenas
a frauda e mantinha o corpo dele colado ao meu. Este contato com o baby fazia
com que ele se sentisse protegido, com a temperatura ideal, sentia o cheiro da
mãe e do pai ( que também deve fazer), ajudar na circulação do sangue, ouvir o batido do coração da mãe e muitas
outras vantagens. Alem de protegê-lo de algumas doenças.
Quando
Jolly voltou, trouxe-me um pote de doce que eu ficava namorando quando eu ia ao
hospital fazer meus exames. A loja Italiana ficava em frente ao ponto de ônibus
e era tão chamativo que era impossível não olhar e sentir salivar a boca. Na
época eu não podia comer por causa da diabete. Uma vez que Leonardo já tinha
nascido, a diabete adquirida na gravidez tinha ido embora.
Durante os
dois dias que ficamos neste departamento nos tivemos todo o atendimento
possível e Leonardo fez todos os exames necessários. O dia mais engraçado foi
quando fomos visitar a medica para fazer o ultimo check up nele. Uma enfermeira
de mais ou menos uns 60 anos embrulhou o Leonardo na manta dele azul de forma
que os braços ficavam por dentro e ele não pudesse se mexer. A cara que
Leonardo fez quando ele o embrulhou daquele jeito foi muito engraçado. Era como
se ele estivesse reclamando e fazia cara feia com gestos e expressões.
A caminho
da sala da medica eu senti um sentimento nunca antes sentido que era de proteção.
Queria muito proteger meu filho de qualquer sofrimento e dor. E naquele momento
seria nossa primeira visita juntos ao medico para saber se estava tudo bem com
meu pequeno príncipe.
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