Acreditando como um baby
Sábado passado, meu marido, nosso filho Leonardo e eu fomos ao Centro Cultural Budista em Turin, Italy.
Enquanto jolly rodava com o carro procurando o número exato que tínhamos no endereço, vimos um grupo de jovens conversando animadamente com sorrisos estampados nos rostos caminhando em nossa direção. Logo comentei com Jolly:" Muitos jovens juntos assim e alegres, só podem ser da Gakkai."
E eram mesmo! Jolly reconheceu através da gravata Amarela de um dos rapazes que estavam entre eles. Era a gravata do uniforme do Sokahan. Não deu para ver o resto do uniforme porque o rapaz estava de casaco para se aquecer do frio, mas jolly tinha certeza que a gravata fazia parte do uniforme do Sokahan.
Demos a volta com o carro e seguimos os jovens. Lá estavam eles, ainda sorridentes e conversando animadamente, na frente do centro cultural com sua legenda bem grande e bonita " Instituto Buddhista Italiano Soka Gakkai."
Então aproximamos o carro e um senhor de casaco azul, que mais parecia o casaco do uniforme do Sokahan da Inglaterra, veio em nossa direção.
"Bom dia, sabe me dizer onde posso estacionar o carro?" Jolly perguntou. O senhor nos olhou com um ar super acolhedor e antes mesmo de dizer qualquer coisa Jolly disse:" Vamos visitar o Centro. Somos membros da Soka Gakkai." Assim com todo carinho e dedicação o senhor que estava responsável do estacionamento, abriu o portão para que nós estacionássemos o carro.
Nossos corações estavam batendo acelerado. Como era maravilhoso sentir o ambiente da Gakkai.
Entramos no centro e todos dando boa tarde, sejam bem-vindos e as senhoras espalhadas pelos corredores, que pareciam o Grupo de BYAKUREN das senhoras, nos recepcionando com toda disposição e sorriso. Quando uma das senhoras soube que era nossa primeira vez, explicou como funcionava o prédio ( de três andares)e como aconteciam as reuniões.
Primeiro fomos no terceiro andar para comprar livros e sutras. Ficamos perdidos com tantos livros do Sensei traduzido para o italiano e com os diversos e criativos oratórios.
Depois descemos para o segundo andar para a sala de recitação do Daimoku. Tantos jovens!!!! Tantos italianos recitando Daimoku juntos. Fiquei emocionada. Imediatamente pensei no Sensei...
Começamos a recitar Daimoku enquanto Leonardo dormia no canguru e alguns minutos depois estava eu sentada na frente do Gohonzon liderando o Daimoku. Minha voz tremeu e algumas vezes falhou. Senti lagrimas vindo nos meus olhos. Estava emocionada e ao mesmo tempo determinada.
Olhei fortemente para o centro do Gohonzon e fiz mais um juramento pelo Kosen Rufu da cidade e país que vamos morar e também da Itália e do mundo.
Meu Daimoku estava com uma flecha que ia e voltava da minha vida. Não via nada de nenhum dos lados do meu corpo, apenas uma parede dourada que me isolava de tudo e de todos e me conectava somente com o Gohonzon, minha vida e o universo. Ouvia minha voz nitidamente como se fosse a única na sala e ao mesmo tempo a que liderava tantos jovens e os demais membros e discípulos do mestre para o avanço do Kosen Rufu e pela felicidade absoluta de todos. Senti minhas bochechas quentes e tinha certeza que tinha transformado meu aspecto.
Não ouve momento para pensar nos objetivos e nem nos problemas. Eu só conseguia sentir a vitoria. Eu só conseguia sentir o quanto era maravilhoso recitar o Nam- Myoho- Rengue- Kyo e ter um mestre.
E de repente veio uma pergunta na minha cabeça:" Como pode uma palavra como o Nam- Myoho- rengue- kyo ser capaz de mudar mexer com minha vida daquela forma? Como pode uma palavra com essa mudar qualquer coisa em minha vida?" Perguntei a mim mesma. A resposta veio imediatamente e me fez rir e chorar ao mesmo tempo. " Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe ( teoricamente). Vou acreditar nisso mais ainda a partir de agora como meu filho que acredita em mim quando bebe o leito do meu peito."
Determinada a fazer mais Daimoku dessa forma...
Vitoria sempre!!!!
Obrigada Nitiren Daishonin
Obrigada Sensei!!!!!
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