terça-feira, 12 de maio de 2015

Plano B ou Missão?

Plano B ou missão? 

Uma semana antes de viajar para Portugal, primeiro país da Europa que fui viver, estava eu dançando e me divertindo no casamento de uma grande amiga Paulene Aguiar. 

No meio de tantos amigos, sentei perto de uma eterna amiga, Lourdes Aleixo, para me despedir. E quando contei a ela sobre meu objetivo de estudar na Universidade Soka da América, e por isso estava indo viver em Portiugal, ela me perguntou pelo plano B? 

- Noa há plano B! Eu vou estudar lá porque esse é meu objetivo e sonho - eu respondi quase gritando por que fiquei meio indignada e ofendida qual a pergunta dela. 

Na época, plano B significava para mim, DERROTA! E eu jamais entrei numa luta para ser derrotada! Entro na luta para vencer! SEMPRE!

Na semana seguinte começou minha nova jornada e estava eu desembarcando em Lisboa, Portugal. Lá conheci meu marido e juntos fomos morar em Londres, Inglaterra para eu continuar meus estudos e ser capaz de ir para a universidade SOKA. 

Quase na época de fazer a inscrição para a universidade e começar toda a bateria de provas, descobri que não podia ser mãe. Que estava na menopausa precoce e que já não produzia mais óvulos. 

Eu tinha algumas opções; aceitar e seguir, fertilização ou adoção. Mas em meu coração eu negava as três e queria ser mãe da forma tradicional, normal, natural. Sem tirar o valor das outras formas, e muito menos das escolhas das pessoas. Aquelas não eram minhas escolhas! Eu queria ver minha barriga crescer... 

E agora? O que fazer? 

Orei, chorei e me peguei decidindo mudar a situação, de veneno para remédio, e engravidar! 

Minha médica achou bonito meu lado positivo, mas não passou disso. Para ela, era praticamente impossível eu engravidar. 

Como muitos já leram minha estória sobre meu filho Leonardo, não vou prolongar esse assunto aqui. 

Mas naquele momento quando eu decidi ser mãe, eu sabia no meu coração que meu plano A, de ir para a universidade SOKA da América, tinha se transformado em plano B, de ser mãe. A coisa interessante é que o plano B não foi uma derrotada como eu pensava antes e por muito tempo... Eu estava muito feliz com a decisão. 

Com minha vitoria de transformar meu corpo e engravidar, muitas outras pessoas, amigas queridas e família, decidiram lutar contra o NÃO de ser mãe é hoje estão com seus filhos nos braços e outras quase lá. Então meu plano B tinha se transformado em MISSÃO. 

Pesando ainda mais sobre muitos acontecimentos em minha vida que começaram com plano A e passaram para B, eu lembro do dia que fui no consulado americano para pedir meu visto e poder estudar inglês para depois ir para a universidade SOKA. Isso foi antes de eu ir morar em Portugal. 

Fiz dez horas de daimoku toda quarta- feira no CCRJ para ter o visto. Fui ao consulado com uma grande amiga, Glória Habib e entrei sozinha. 

Esperei, chegou minha hora e atrás da janela de vidro tinha um senhor super branco de bochecha vermelha que não levantou a cabeça nem para me olhar. Eu fiquei nervosa. Perguntou quantos anos eu tinha, se era casada e se tinha filhos. Eu não tinha nada, só a idade que passava dos trinta. E ele então disse: 

- Você está proibida de entrar nos Estados Unidos da América!

O que? Como assim? Tentei mostrar todos os papéis que eu tinha mostrando a escola que tinha pago, casa que ia ficar e ele simplesmente ignorou tudo e repetiu a frase: 

- Sinto muito mas você está IMPEDIDA de entrar na América. 


Estava eu sem palavras. Sai do consulado e minha amiga que ainda estava lá fora me esperando perguntou: 

- e agora? 

- Não sei. Vou para casa fazer daimoku para entender esse momento- eu respondi. 

Apesar do momento estressante e até chocante, eu estava calma. 

Mais ou menos vinte dias depois estava eu participando da minha primeira reunião da SOKA Gakkai em Belém, Lisboa, na casa do Zé Teixeira. 

Tantos planos Bs aconteceram em Portugal! 

- Encontrei meu marido jolly; 

-  Minha mãe foi viver lá e pode viajar comigo para vários países, como sensei havia me pedido no meu curso do Japão em 2001;

-  Conheci e convivi com pessoas maravilhosas como Catarina GAGEIRO, Silmara Garcia, Janaina, DANGELO, Ivan, Ligia, andrea e outros mais; 

- Incentivei duas jovens fukushis a praticar , e por minha causa e incentivo, uma delas foi estudar na Universidade SOKA da América; 

- Criei reuniões para as crianças, filhos dos membros budistas, através da música como eterna Anjo da Paz e sensei nos enviou uma mensagem dizendo que estava muito feliz com nossas reuniões; 

O plano A de estudar inglês, tinha mudado para o plano B, viver em portugal e falando português, mas com tantos esses acontecimentos maravilhosos. 

Já em Londres depois que o plano A, de estudar na SUA, tinha mudado para o plano B, de ter nosso filho, eu e meu marido decidimos um plano A visualizando os próximos cinquenta anos e futuro do nosso filho Leonardo. 

Esse plano começou no dia 3 de janeiro e ainda estamos nele e vamos ver o que o plano B, está preparando para nós. 

O que eu tenho aprendido com o plano A e B, é que precisamos do plano A ( decisão) para chegar nele ou no plano B ( Vitoria). 

Uma coisa é certa! Mudar de plano A para B não significa de jeito nenhum uma derrota porque a mudança é sempre para MELHOR!

Orando profundamente  para abrir meus olhos  para minha verdadeira missão neste momento...

Gratidao ao meu mestre neste dia tão importante. Obrigada Sensei!!! 

Viva 16 de março!!!! 

Escrito no dia 16 de março de 20015 




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