Tenho
estado fazendo o curso “Higher Education Introductory Studies “(Certificate of
Higher Education). Este curso
tem a duração de um ano e depois dele complete posso começar um curso de graduação
em uma das universidades de Londres. Este curso e indicado para pessoas que o INGLÊS
não e a primeira língua e para quem terminou o segundo grau (secundário em
Portugal) muito tempo atrás.
Cada estudante deve fazer quatro módulos
para que tenha o curso completo e com certificado. E também escolher as matérias
que tem haver com o curso que fará na graduação.
O primeiro modulo foi Inglês intensivo,
que e obrigatório para todos os estudantes estrangeiros e eu fiz de abril a
julho. O segundo modulo escolhi escrita criativa e profissional (Creative and Professional
Writing). Este curso tem como objetivo principal ensinar como escrever livros e
artigos de jornais.
O curso começou em Setembro e nos tínhamos
duas professoras, uma que era focada mais na parte de como interpretar e escrever
livros de todos os tipos como ficção, não ficção, estória da vida, livros de
viagem e livros para crianças. E a outra professora era focada na escrita e interpretação
de artigos de jornais. Eu gostava mais da parte dos livros.
Meu primeiro trabalho foi
interpretar um texto persuasivo e comentar sobre ele. Eu escolhi um folheto da
Universidade Soka da América e falei sobre a forma que foi criada e escrita o
folheto. Neste caso, temos que falar sobre tudo que construiu o texto e folheto
como, por exemplo, porque foram usadas aquelas cores, porque tinham muitos
estudantes de diferentes nacionalidades juntos, porque o nome Soka estava
escrito na areia da praia, qual parte do texto que era informativa e qual parte
era persuasiva, que induzia os estudantes a escolherem a universidade.
Quando enviei o folheto para minha
professora dizendo que queria falar sobre aquilo, era teve duvidas se eu
conseguiria, pois tinham poucas informações para eu tirar, já que eu nunca
tinha feito aquilo antes. Mas como sempre, adoro desafios e não mudei o
folheto.
Depois que terminei e enviei para
ela como rascunho (draft), ela gostou muito e ate deu umas dicas para que eu
pudesse explorar mais ainda.
O segundo trabalho seria em forma de
criar um texto para artigo de jornal com base em três artigos com o mesmo tema
e assunto de três jornais diferentes. A primeira data eu perdi porque estava na
Itália, mais fiz a prova no dia 14 de Janeiro. O tema que caiu para mim foi
sobre um homem americano que teve a primeira transfusão de rosto nos Estados
Unidos depois de ter sofrido um acidente no trabalho que queimou praticamente
toda a face dele.
O terceiro trabalho foi escrever
minha própria historia. Tínhamos que escolher escrever uma estória pequena
(short story) de 1500 palavras. Podia ser short story for children ( para criança),
Fiction ( ficção), Non- fiction ( não ficção), Life Story ( estoria de vida) ,
Travel book (livro de viagem) ou articles ( artigos de jornais).
Eu queria ter escrito uma carta persuasiva
para o presidente da Universidade Soka da América sobre as três tentativas que
cada estudante tem quando decide se escrever para a universidade. Pensei que
isto podia se encaixar na não ficção. Mas quando consultei minha professora ela
disse que não seria considerado e sugeriu que eu escrevesse short story for
children ( curta estória para criança).
Ela fez esta sugestão porque em uma
das aulas ela pediu como trabalho de casa para que cada um escolhesse um livro
de criança para ler e depois comentasse na aula porque tinha escolhido aquele
livro e autor. E eu escolhi ler o livro “Matilda” de Roald Dahl. Este autor também tinha escrito o livro “Charlie
e a Fabrica de Chocolate”, filme que eu assisti quando eu era jovem. Eu não sabia
que ele era o autor deste livro.
Eu simplesmente amei a historia de
Matilda e decidi falar sobre ele.
Uma das coisas que me impressionou
muito na sua forma de escrever era que ele não subestimava as crianças e falava
claramente o que ele pensava sobre os pais, professores, problemas nas escolas,
em casa, relacionamento entre amigos, família etc.
Portanto fiz este comentário na aula
e disse que estava lendo outros livros dele para entender mais e mais o jeito
que ele escrevia.
Por este motivo, minha professora me
sugeriu escrever para criança com base nos escritos dele. E agora, o que
escrever? Como escrever?
Eu já tinha começado a escrever meu
livro (life story) sobre minha ida para Portugal em Português. Ate cheguei a
pensar em escrever para adolescente e no futuro mais distante, escrever para crianças,
mas não agora.
Mais uma vez aceitei o desafio!
Na mesma época, estava indo para a Itália
com Jolly para visitar minha sogra que estava no hospital e não teria muito
tempo para escrever quando voltasse.
Dois dias antes de viajar, fui a uma
aula de Pilate no hospital e enquanto esperava a fisioterapeuta me chamar, eu
fiquei observando uma menina de mais ou menos cinco anos que estava acompanhada
de uma senhora, que parecia mais sua baba. Acho que ela estava esperando sua mãe
que deveria estar em alguma consulta. Achei que aquela cena de vê-la sentada em
uma cadeira em um corredor com varias mulheres barrigudas podia ser uma boa estória.
Peguei meu celular e comecei a anotar palavras chaves, como nossa professora
sugeriu que fizemos para não perder as boas idéias e escrever mais tarde. Imaginei
uma situação onde ela, uma pequena jovem de cinco anos, quisesse entender
melhor porque as mulheres ficavam com a barriga tão grande, como se elas
tivessem comido uma melancia.
Achei que tinha encontrado minha estória.
Quando cheguei à Itália, surgiu uma
outra estória interessante e que se encaixava mais com o estilo do autor que eu
tinha escolhido usar como base da minha escrita.
Quando a mãe do Jolly faleceu, a
sobrinha dele queria muito ver a avó, mas a mãe dela não queria a deixar porque
achava que ela podia ficar impressionada. Ela defendia a idéia de que era
melhor lembrar da pessoa em vida do que em morte. Mais a sobrinha do Jolly
queria muito vê-la e dizer adeus. Logo pensei: “Isto sim vai dar uma estória interessante”.
Comecei a anotar todas as idéias,
fatos e imaginações que vinham na minha cabeça para não esquecer nenhum detalhe
importante e começar a escrever quando voltasse para Londres.
Quando cheguei a Londres depois de
uma semana em Itália, fui à biblioteca e peguei mais três livros do mesmo autor
para ler-los e analisá-los. Alem disso, eu li todos os materiais que minha
professora já tinha dado sobre como escrever livros para crianças. Toda essa
leitura me custou uma semana e me sobrou apenas uma semana para escrever o
livro.
Chegou o momento de escrever...

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