segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Meu segundo modulo na faculdade – parte 1









Tenho estado fazendo o curso “Higher Education Introductory Studies “(Certificate of Higher Education). Este curso tem a duração de um ano e depois dele complete posso começar um curso de graduação em uma das universidades de Londres. Este curso e indicado para pessoas que o INGLÊS não e a primeira língua e para quem terminou o segundo grau (secundário em Portugal) muito tempo atrás.
Cada estudante deve fazer quatro módulos para que tenha o curso completo e com certificado. E também escolher as matérias que tem haver com o curso que fará na graduação. 

O primeiro modulo foi Inglês intensivo, que e obrigatório para todos os estudantes estrangeiros e eu fiz de abril a julho. O segundo modulo escolhi escrita criativa e profissional (Creative and Professional Writing). Este curso tem como objetivo principal ensinar como escrever livros e artigos de jornais.

O curso começou em Setembro e nos tínhamos duas professoras, uma que era focada mais na parte de como interpretar e escrever livros de todos os tipos como ficção, não ficção, estória da vida, livros de viagem e livros para crianças. E a outra professora era focada na escrita e interpretação de artigos de jornais. Eu gostava mais da parte dos livros.

Meu primeiro trabalho foi interpretar um texto persuasivo e comentar sobre ele. Eu escolhi um folheto da Universidade Soka da América e falei sobre a forma que foi criada e escrita o folheto. Neste caso, temos que falar sobre tudo que construiu o texto e folheto como, por exemplo, porque foram usadas aquelas cores, porque tinham muitos estudantes de diferentes nacionalidades juntos, porque o nome Soka estava escrito na areia da praia, qual parte do texto que era informativa e qual parte era persuasiva, que induzia os estudantes a escolherem a universidade.

Quando enviei o folheto para minha professora dizendo que queria falar sobre aquilo, era teve duvidas se eu conseguiria, pois tinham poucas informações para eu tirar, já que eu nunca tinha feito aquilo antes. Mas como sempre, adoro desafios e não mudei o folheto.
Depois que terminei e enviei para ela como rascunho (draft), ela gostou muito e ate deu umas dicas para que eu pudesse explorar mais ainda.

O segundo trabalho seria em forma de criar um texto para artigo de jornal com base em três artigos com o mesmo tema e assunto de três jornais diferentes. A primeira data eu perdi porque estava na Itália, mais fiz a prova no dia 14 de Janeiro. O tema que caiu para mim foi sobre um homem americano que teve a primeira transfusão de rosto nos Estados Unidos depois de ter sofrido um acidente no trabalho que queimou praticamente toda a face dele.

O terceiro trabalho foi escrever minha própria historia. Tínhamos que escolher escrever uma estória pequena (short story) de 1500 palavras. Podia ser short story for children ( para criança), Fiction ( ficção), Non- fiction ( não ficção), Life Story ( estoria de vida) , Travel book (livro de viagem) ou articles ( artigos de jornais).

Eu queria ter escrito uma carta persuasiva para o presidente da Universidade Soka da América sobre as três tentativas que cada estudante tem quando decide se escrever para a universidade. Pensei que isto podia se encaixar na não ficção. Mas quando consultei minha professora ela disse que não seria considerado e sugeriu que eu escrevesse short story for children ( curta estória para criança).

Ela fez esta sugestão porque em uma das aulas ela pediu como trabalho de casa para que cada um escolhesse um livro de criança para ler e depois comentasse na aula porque tinha escolhido aquele livro e autor. E eu escolhi ler o livro “Matilda” de Roald Dahl.  Este autor também tinha escrito o livro “Charlie e a Fabrica de Chocolate”, filme que eu assisti quando eu era jovem. Eu não sabia que ele era o autor deste livro.

Eu simplesmente amei a historia de Matilda e decidi falar sobre ele.

Uma das coisas que me impressionou muito na sua forma de escrever era que ele não subestimava as crianças e falava claramente o que ele pensava sobre os pais, professores, problemas nas escolas, em casa, relacionamento entre amigos, família etc.

Portanto fiz este comentário na aula e disse que estava lendo outros livros dele para entender mais e mais o jeito que ele escrevia.

Por este motivo, minha professora me sugeriu escrever para criança com base nos escritos dele. E agora, o que escrever? Como escrever?

Eu já tinha começado a escrever meu livro (life story) sobre minha ida para Portugal em Português. Ate cheguei a pensar em escrever para adolescente e no futuro mais distante, escrever para crianças, mas não agora.

Mais uma vez aceitei o desafio!

Na mesma época, estava indo para a Itália com Jolly para visitar minha sogra que estava no hospital e não teria muito tempo para escrever quando voltasse.

Dois dias antes de viajar, fui a uma aula de Pilate no hospital e enquanto esperava a fisioterapeuta me chamar, eu fiquei observando uma menina de mais ou menos cinco anos que estava acompanhada de uma senhora, que parecia mais sua baba. Acho que ela estava esperando sua mãe que deveria estar em alguma consulta. Achei que aquela cena de vê-la sentada em uma cadeira em um corredor com varias mulheres barrigudas podia ser uma boa estória. Peguei meu celular e comecei a anotar palavras chaves, como nossa professora sugeriu que fizemos para não perder as boas idéias e escrever mais tarde. Imaginei uma situação onde ela, uma pequena jovem de cinco anos, quisesse entender melhor porque as mulheres ficavam com a barriga tão grande, como se elas tivessem comido uma melancia.

Achei que tinha encontrado minha estória.

Quando cheguei à Itália, surgiu uma outra estória interessante e que se encaixava mais com o estilo do autor que eu tinha escolhido usar como base da minha escrita.

Quando a mãe do Jolly faleceu, a sobrinha dele queria muito ver a avó, mas a mãe dela não queria a deixar porque achava que ela podia ficar impressionada. Ela defendia a idéia de que era melhor lembrar da pessoa em vida do que em morte. Mais a sobrinha do Jolly queria muito vê-la e dizer adeus. Logo pensei: “Isto sim vai dar uma estória interessante”.

Comecei a anotar todas as idéias, fatos e imaginações que vinham na minha cabeça para não esquecer nenhum detalhe importante e começar a escrever quando voltasse para Londres.

Quando cheguei a Londres depois de uma semana em Itália, fui à biblioteca e peguei mais três livros do mesmo autor para ler-los e analisá-los. Alem disso, eu li todos os materiais que minha professora já tinha dado sobre como escrever livros para crianças. Toda essa leitura me custou uma semana e me sobrou apenas uma semana para escrever o livro.

Chegou o momento de escrever...




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