Quando eu
anotei as palavras chaves sobre a possível estória que eu contaria sobre a
situação da sobrinha do jolly, eu fiz como mapa da mente (mind map). Este
método e muito interessante e eu aprendi a trabalhar com ele com uma professora
de Inglês que tive na escola em Londres. Ela usava este método para escrever
seus livros e desta forma ela me mostrou como escrever as redações para a
Universidade Soka. O método foi explicado pelo autor Tony Buzan e pode ser
feito em forma de arvore, tópicos, com cores, varias raízes etc...
Com aquelas
informações comecei a escrever minha estória e tentei não esquecer de aplicar
os pontos que encontrei como características principais do escritor Roald Dahl
com humor, dinamismo, sem medo de falar o que precisava ser falado, não
subestimar as crianças e de forma que elas se sintam na estória, aprendam
alguma coisa com a estória e como se elas estivessem na estória.
Foi difícil
começar! Mas depois que comecei não queria parar. Ai teve outro obstáculo. Eu
não conseguia ficar sentada por muito tempo escrevendo por causa da barriga. Leonardo
mexia muito e às vezes eu sentia muita dor e tinha que levantar por varias
vezes e caminhar pela sala.
Quando
enviei meu primeiro rascunho (draft) para minha professora, ela retornou me
perguntando quantas palavras já tinham na minha estória porque eu tinha somente
1500 palavras e minha estória já estava com quase 1000 e eu estava ainda na
introdução. Esqueci completamente o limite de palavras e estava escrevendo o
livro como se isto seria como um livro normal de 200 páginas, vários capítulos,
com muitos detalhes etc... Eu tinha completamente esquecido que eu só tinha
1500 palavras e que era uma estória curta (short story).
Fiquei
perdida... E agora como cortar tantas partes interessantes e que eu tinha
gostado muito?
Depois de
pensar um pouco sobre, decidi continuar a estória mais um pouco para depois
voltar e tirar a parte principal que queria focar na minha estória. Quando
terminei eu já tinha mais de 3800 palavras. Sabia que seria um grande desafio
tirar 1500 de 3800. Portanto eu li a estória em voz alta para sentir qual parte
estava mais forte de todas para ser o ponto principal da estória.
Após ler,
senti que o que eu queria falar era do relacionamento entre a neta e a avó. Que
o amor entre as duas e o desejo da neta de ver e se despedir da avó.
Reescrevi a
estória e quando terminei, enviei para minha professora como segundo rascunho
(draft) e ela gostou e deu mais algumas sugestões para que eu melhorasse mais a
estória e também sugeriu que eu enviasse a estória, quando terminada, para algumas
pessoas incluindo crianças que pudessem dar opiniões. Assim eu fiz e enviei para 10 pessoas e uma criança de 8
anos que se chama Emma e que conheço através das atividades do Budismo. Ela e
americana e tem vivido em Londres com seus pais por dois anos. Das dez pessoas
que enviei , tive seis respostas e mais a resposta da Emma.
As opiniões
deles foram variadas e de suma importância. O ponto em comum de todos foi que
acharam à estória muito interessante e que tinham gostado muito. A Emma também
me deu muitas opiniões positivas e disse que tinha gostado muito e aprendido
como se perde uma pessoa que ama. Depois fiquei sabendo que ela tinha perdido a
avó dela três anos atrás. Como minha estória falava de vida e morte e o
relacionamento entre a neta e a avo, ela se colocou no lugar da personagem.
As opiniões
dos meus amigos me ajudaram muito a melhorar a estória e enviei definitivamente
como trabalho concluído para a minha professora.
Depois de
ter publicado a estória no site da universidade, outros alunos do meu curso
tinham que ler minha estória para darem seus comentários na aula que
aconteceria na semana seguinte. Quando cheguei à classe, li no quadro que quem
iriam fazer os comentários da minha estória, seriam três estudantes que já eram
escritoras para crianças. Então pensei: “Estou frita! Elas vão falar tudo e
mais um pouco sobre minha estória.” Achei mesmo que seriam mais pontos
negativos do que positivos.
Para minha
surpresa elas amaram a minha estória e falaram somente pontos positivos. Deram apenas
uma sugestão de como começar a estória mais suave ao invés de falar diretamente
sobre a morte. Elas também sugeriram que eu continuasse a escrever e publicasse
a estória. Minha própria professora também amou a estória e também sugeriu a
publicação. Em sua palavras ela disse: “ Well done Tatiana you have done a good
work.” (Bem feito Tatiana você tem feito um bom trabalho). Sai da aula em
choque e muito feliz de ter conseguido escrever minha primeira estória para
criança.
Minhas
aulas terminaram dia 12 e dia 17 enviei meu ultimo trabalho que era meu próprio
comentário de todo o processo de escrever o livro e os comentários e opiniões
que recebi das pessoas e dos alunos.
Agora estou
concentrada em todas as coisas que preciso ler para o dia do parto, para a
amamentação, e como cuidar do Leonardo quando ele chegar a casa. Não posso
pegar no livro agora mais depois que Leonardo chegar e eu entrar no ritmo de
nova mamãe, eu vou recomeçar a escrever o livro novamente. Falta pouco,
Leonardo nasce mês que vem.
Estou muito
ansiosa para ver o rostinho do Leonardo e Jolly também. Neste momento estou
curtindo os últimos momentos da barriga, das mexidas do Leonardo e fazer muito
daimoku para que tudo corra maravilhosamente bem.
Nunca
imaginei como seria maravilhoso estar grávida...
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