Eu e Jolly estavamos pensando seriamente em mudarmos para a Italia. O motivo era porque sentíamos necessidade
de estarmos mais perto da mãe do Jolly para apoiá-la na fase difícil da doença e também
queríamos praticar perto dela para que ela também orasse o Nam-myoho-rengue-kyo
(oração budista) para transformar o carma da doença.
Mas era uma
decisão muito difícil já que teríamos que largar tudo pela metade do que estávamos
fazendo em Londres, principalmente a universidade. E chegar à Itália de repente
e ainda grávida, teria que morar na casa dos pais do Jolly. Alem disso, estava
tendo todo apoio necessário na gravidez em um dos melhores hospitais de Londres
sem pagar nada com direito a cursos e workshops. E Jolly tinha acabado de mudar
de trabalho e estava pegando experiência na rede de hotéis.
Minha única
e certa solução foi começar a orar para ter certeza do que fazer.
Quando a mãe
do Jolly foi piorando e nós já estávamos quase decididos a mudar, ela foi piorando e faleceu.
Com o
falecimento da Laurina, não precisávamos mais nos preocupar em sair de Londres
agora e terminar o que viemos fazer.
Então continuamos
nossos projetos da faculdade, do trabalho, pegar experiência e principalmente
lutar bastante para o Kosen-rufu de Londres enquanto estamos aqui.
Mesmo
sabendo que não precisávamos ir morar na Itália agora, confesso que gosto muito
daquela confusão de família toda junta jantando, falando alto e às vezes ate
brigando, que não temos aqui. E também sinto falta dos amigos que tenho no
Brasil.
Todo
objetivo a ser alcançado tem o lado bom e o lado do sacrifício e ficar fora de toda essa fase de familia e amigos e mesmo muito dificil.
Tati, sei que a distância sacrifica um pouco nossos corações. Mas lembre sempre assegure temos a internet e o Daimoku que aproxima nossos corações e dissipa qualquer dúvida ou distância.
ResponderExcluirVocês se mostraram muito sábios a todo momento, continuem firmes.
Beijos.
Com carinho e admiração.
Carla Viviane