Local de entrada da familia e amigos.
Local da cerimonia
Local onde onde estavam o rapaz que tocava violino e a moca que recitou um poema belissimo. O caixao saiu daquela porta lateral na parede para ser realizado a cerimonia. Foi belissimo!
O grande
dia chegou! Segunda-feira foi o dia da despedida da Laurina.
Fomos de
manha bem cedo para o local que estava o corpo para passarmos na igreja
novamente para a missa especial para a Laurina antes de irmos para o crematório.
Do lado de
fora da igreja estava muitas pessoas esperando por ela. O padre também estava
do lado de for a esperando e a cerimônia já começou antes mesmo de entrar na
igreja.
Dentro da
igreja, o padre rezou e fez um discurso de despedida e explicando sobre a morte
na visão católica e sobre a vida e o amor. Falou também diretamente para os
netos da Laurina o quanto a avo o amavam e que sempre estariam no coração deles.
Quando a
missa acabou, os rapazes que estavam trabalhando para a funerária, levaram a
Laurina no carro especial da empresa. Do lado de fora, muitos despediram da família,
pois não iriam para o crematório.
Eu fui em
um carro sozinha com Jolly e senti que ele estava emocionado...
Encontramos
o carro da funerária no caminho e fomos o primeiro carro a segui-lo. Depois vários
carros foram chegando.
O caminho
que fizemos ate o local foi encantador porque passava pelas montanhas que
estavam cobertas de neve. O dia também estava maravilhoso com um céu azul e com
sol, apesar do frio e vento intenso. Parecia mesmo que a natureza estava
ajudando aquele dia se tornar muito especial.
Chegamos ao
local depois de uns vinte minutos e esperamos do lado de fora ate as portas
serem abertas para nós.
Primeiro
entrou o carro com a Laurina para ser preparado a cerimônia de cremação e
depois nos entramos andando ate o local.
O templo de
cremação era simplesmente lindo! Tinha uma estrutura moderna, encantadora,
parecia ate uma arquitetura criada para uma historia de fantasia. Era cinza,
que mais parecia prata, e vinho. Não parecia mesmo um local que seria de cremação,
parecia um castelo, um centro de artes ou um centro de musica.
Quando
entramos ficamos mais surpresos ainda, pois alem do local interno ser mais belo
do que externo, com flores, iluminações douradas, tinha um rapaz tocando a musica
“Aleluia” em seu violino.
Como meu
mestre Daisaku Ikeda disse uma vez: “A Musica é a única linguagem que pode
tocar diretamente o coração dos homens”. Com certeza aquela musica tocada no
violino mudou completamente o ambiente de despedida triste para alegre e fez
com que cada uma das pessoas que estavam presente se sentisse mais perto da
Laurina como um sentimento mais feliz do que triste.
Depois que
todos sentaram uma jovem, funcionaria do crematório, entrou na sala subiu no
palco e deu inicio a cerimônia.
No momento
que ela falou, o rapaz começou a tocar outra musica e uma porta pequena na
parede do lado direito do palco se abriu e o caixão que estava a Laurina surgiu
vindo trazido por uma pista rolante. Foi um momento de parar o fôlego! Todos
estavam esperando uma coisa mais triste, pesada, algo mais com cara de morte
mas aquela entrada triunfante com a musica, ficou mais parecido como uma cerimônia
de vida do que de morte.
Assim que O
caixão se posicionou, a menina recitou um lindo poema na primeira pessoa como
se fosse a própria Laurina que estivesse falando. No poema, ela dizia para que
as pessoas não chorassem por ela porque ela já não estava mais ali. Que quando
as pessoas sentissem o vento batesse nos seus rostos, o sol aquecer suas peles,
era momento de pensar nela.
Não entendi
tudo que ela falou porque meu italiano ainda e fraco, mas senti que tudo que
foi falado estava conectando a Laurina com a natureza.
No final da
recitação a menina disse que tinha chegado o momento da despedida e todos foram
ate o palco para dizer adeus. O caixão não estava mais aberto. Foi mesmo um
momento para dizer algumas palavras. Eu e Jolly fizemos daimoku sansho ( Nam-
myoho-rengue-kyo três vezes)
Quando
sentamos novamente, o violino começou a tocar e a porta se abriu e Laurina
foi-se. Neste momento eu chorei. Estava mesmo emocionada... Todos choraram cada
um do seu jeito.
Jolly, a irmã
e o pai foram escolher o objeto onde as cinzas ficariam depois que fosse
cremada. Eles escolheram um vaso preto com uma Rosa vermelha e prateada na
frente. As cinzas seriam pegas no dia seguinte pela manha.
Despedimos
de todos do lado de fora e fomos para casa almoçar. No caminho para casa
comentei o quanto à cerimônia tinha sido belíssima. Jolly e o pai dele Pascual,
também concordaram.
Como já tinha
almoço pronto, que sobrou do dia anterior, comemos assim que chegamos. Comemos
meio em silencio, mas de vez enquanto saia algumas palavras.
Depois do almoço
pedi o Jolly para darmos uma caminhada no parque que ficava atrás do prédio. Queria
aproveitar o sol e o dia lindo que estava e ao mesmo tempo caminhar para
digerir mais rápido.
À noite fomos
à casa da Doriana, irmã do Jolly. O comentário principal foi o quanto a cerimônia
tinha sido bela.
Chegamos a
casa tarde e muito cansados.
Terca-
feira as uma da tarde fomos pegar as cinzas no crematório. Pode-se colocar uma
mensagem dentro do jarro e Jolly colocou o Nam-myoho-rengue-kyo escrito em um cartão.
Em casa, colocamos
o jarro em uma estante ate ser decidido pelos três, Doriana, Jolly e o pai, qual
seria o melhor lugar para por o jarro. Foi bom ter as cinzas em casa. Eu e
Jolly fizemos mais daimoku para ela.
A parte da
tarde foi tranqüila e resolvemos coisas pessoais. À noite Doriana e as crianças
foram em casa e todos comemos pizza.
Na quarta também
foi calmo e era nosso ultimo dia antes de voltarmos para Londres. À noite fomos
à casa da irmã do Jolly para nos despedirmos da Doriana e das crianças. Não fomos
para casa tarde, pois tínhamos que acordar cedo para ir para o aeroporto.
Quinta pela
manha fomos para o aeroporto com o pai do Jolly e fiquei mesmo com pena de
deixar ele sozinho. Partimos as dez e chegamos a Londres por volta de meio dia.
Estávamos mesmo cansados fisicamente e emocionalmente.
Felizmente
nenhum acontecimento me afetou ao ponto de prejudicar minha gravidez. Eu estava
muito tranqüila graças aos ensinamentos do Budismo sobre “Vida e Morte”.
Leonardo se
comportou muito bem...
Fizemos uma
pasta rápida com o queijo parmesão que tínhamos trazido da Itália e depois
dormimos.
Quando
acordamos, senti que tinha começado uma nova fase de nossas vidas...







Tati, lindo relato.
ResponderExcluirObrigada por compartilhar momentos de aperto no coração com tanta leveza e delicadeza.
Beijos amiga.
Nam-myoho-rengue-kyo
Carla Viviane
Obrigada amiga!!!!
ResponderExcluirFoi mesmo dificil mas felizmente terminou muito especial com este momento da cremacao.
beijo no coracao!!!!