terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O grande dia!!!

A foto do crematorio

Local de entrada da familia e amigos.

Local da cerimonia

 Local onde onde estavam o rapaz que tocava violino e a moca que recitou um poema belissimo. O caixao saiu daquela porta lateral na parede para ser realizado a cerimonia. Foi belissimo!








O grande dia chegou! Segunda-feira foi o dia da despedida da Laurina.



Fomos de manha bem cedo para o local que estava o corpo para passarmos na igreja novamente para a missa especial para a Laurina antes de irmos para o crematório.



Do lado de fora da igreja estava muitas pessoas esperando por ela. O padre também estava do lado de for a esperando e a cerimônia já começou antes mesmo de entrar na igreja.



Dentro da igreja, o padre rezou e fez um discurso de despedida e explicando sobre a morte na visão católica e sobre a vida e o amor. Falou também diretamente para os netos da Laurina o quanto a avo o amavam e que sempre estariam no coração deles.



Quando a missa acabou, os rapazes que estavam trabalhando para a funerária, levaram a Laurina no carro especial da empresa. Do lado de fora, muitos despediram da família, pois não iriam para o crematório.



Eu fui em um carro sozinha com Jolly e senti que ele estava emocionado...



Encontramos o carro da funerária no caminho e fomos o primeiro carro a segui-lo. Depois vários carros foram chegando.



O caminho que fizemos ate o local foi encantador porque passava pelas montanhas que estavam cobertas de neve. O dia também estava maravilhoso com um céu azul e com sol, apesar do frio e vento intenso. Parecia mesmo que a natureza estava ajudando aquele dia se tornar muito especial.  



Chegamos ao local depois de uns vinte minutos e esperamos do lado de fora ate as portas serem abertas para nós.



Primeiro entrou o carro com a Laurina para ser preparado a cerimônia de cremação e depois nos entramos andando ate o local.



O templo de cremação era simplesmente lindo! Tinha uma estrutura moderna, encantadora, parecia ate uma arquitetura criada para uma historia de fantasia. Era cinza, que mais parecia prata, e vinho. Não parecia mesmo um local que seria de cremação, parecia um castelo, um centro de artes ou um centro de musica.



Quando entramos ficamos mais surpresos ainda, pois alem do local interno ser mais belo do que externo, com flores, iluminações douradas, tinha um rapaz tocando a musica “Aleluia” em seu violino.



Como meu mestre Daisaku Ikeda disse uma vez: “A Musica é a única linguagem que pode tocar diretamente o coração dos homens”. Com certeza aquela musica tocada no violino mudou completamente o ambiente de despedida triste para alegre e fez com que cada uma das pessoas que estavam presente se sentisse mais perto da Laurina como um sentimento mais feliz do que triste.



Depois que todos sentaram uma jovem, funcionaria do crematório, entrou na sala subiu no palco e deu inicio a cerimônia.

No momento que ela falou, o rapaz começou a tocar outra musica e uma porta pequena na parede do lado direito do palco se abriu e o caixão que estava a Laurina surgiu vindo trazido por uma pista rolante. Foi um momento de parar o fôlego! Todos estavam esperando uma coisa mais triste, pesada, algo mais com cara de morte mas aquela entrada triunfante com a musica, ficou mais parecido como uma cerimônia de vida do que de morte.



Assim que O caixão se posicionou, a menina recitou um lindo poema na primeira pessoa como se fosse a própria Laurina que estivesse falando. No poema, ela dizia para que as pessoas não chorassem por ela porque ela já não estava mais ali. Que quando as pessoas sentissem o vento batesse nos seus rostos, o sol aquecer suas peles, era momento de pensar nela.



Não entendi tudo que ela falou porque meu italiano ainda e fraco, mas senti que tudo que foi falado estava conectando a Laurina com a natureza.



No final da recitação a menina disse que tinha chegado o momento da despedida e todos foram ate o palco para dizer adeus. O caixão não estava mais aberto. Foi mesmo um momento para dizer algumas palavras. Eu e Jolly fizemos daimoku sansho ( Nam- myoho-rengue-kyo três vezes)



Quando sentamos novamente, o violino começou a tocar e a porta se abriu e Laurina foi-se. Neste momento eu chorei. Estava mesmo emocionada... Todos choraram cada um do seu jeito.



Jolly, a irmã e o pai foram escolher o objeto onde as cinzas ficariam depois que fosse cremada. Eles escolheram um vaso preto com uma Rosa vermelha e prateada na frente. As cinzas seriam pegas no dia seguinte pela manha.



Despedimos de todos do lado de fora e fomos para casa almoçar. No caminho para casa comentei o quanto à cerimônia tinha sido belíssima. Jolly e o pai dele Pascual, também concordaram.



Como já tinha almoço pronto, que sobrou do dia anterior, comemos assim que chegamos. Comemos meio em silencio, mas de vez enquanto saia algumas palavras.



Depois do almoço pedi o Jolly para darmos uma caminhada no parque que ficava atrás do prédio. Queria aproveitar o sol e o dia lindo que estava e ao mesmo tempo caminhar para digerir mais rápido.



À noite fomos à casa da Doriana, irmã do Jolly. O comentário principal foi o quanto a cerimônia tinha sido bela.



Chegamos a casa tarde e muito cansados.



Terca- feira as uma da tarde fomos pegar as cinzas no crematório. Pode-se colocar uma mensagem dentro do jarro e Jolly colocou o Nam-myoho-rengue-kyo escrito em um cartão.



Em casa, colocamos o jarro em uma estante ate ser decidido pelos três, Doriana, Jolly e o pai, qual seria o melhor lugar para por o jarro. Foi bom ter as cinzas em casa. Eu e Jolly fizemos mais daimoku para ela.



A parte da tarde foi tranqüila e resolvemos coisas pessoais. À noite Doriana e as crianças foram em casa e todos comemos pizza.



Na quarta também foi calmo e era nosso ultimo dia antes de voltarmos para Londres. À noite fomos à casa da irmã do Jolly para nos despedirmos da Doriana e das crianças. Não fomos para casa tarde, pois tínhamos que acordar cedo para ir para o aeroporto.



Quinta pela manha fomos para o aeroporto com o pai do Jolly e fiquei mesmo com pena de deixar ele sozinho. Partimos as dez e chegamos a Londres por volta de meio dia. Estávamos mesmo cansados fisicamente e emocionalmente.



Felizmente nenhum acontecimento me afetou ao ponto de prejudicar minha gravidez. Eu estava muito tranqüila graças aos ensinamentos do Budismo sobre “Vida e Morte”.



Leonardo se comportou muito bem...



Fizemos uma pasta rápida com o queijo parmesão que tínhamos trazido da Itália e depois dormimos.



Quando acordamos, senti que tinha começado uma nova fase de nossas vidas...  












2 comentários:

  1. Tati, lindo relato.
    Obrigada por compartilhar momentos de aperto no coração com tanta leveza e delicadeza.

    Beijos amiga.
    Nam-myoho-rengue-kyo

    Carla Viviane

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  2. Obrigada amiga!!!!
    Foi mesmo dificil mas felizmente terminou muito especial com este momento da cremacao.
    beijo no coracao!!!!

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