terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Meu segundo modulo na faculdade- parte 2









Quando eu anotei as palavras chaves sobre a possível estória que eu contaria sobre a situação da sobrinha do jolly, eu fiz como mapa da mente (mind map). Este método e muito interessante e eu aprendi a trabalhar com ele com uma professora de Inglês que tive na escola em Londres. Ela usava este método para escrever seus livros e desta forma ela me mostrou como escrever as redações para a Universidade Soka. O método foi explicado pelo autor Tony Buzan e pode ser feito em forma de arvore, tópicos, com cores, varias raízes etc...



Com aquelas informações comecei a escrever minha estória e tentei não esquecer de aplicar os pontos que encontrei como características principais do escritor Roald Dahl com humor, dinamismo, sem medo de falar o que precisava ser falado, não subestimar as crianças e de forma que elas se sintam na estória, aprendam alguma coisa com a estória e como se elas estivessem na estória.

Foi difícil começar! Mas depois que comecei não queria parar. Ai teve outro obstáculo. Eu não conseguia ficar sentada por muito tempo escrevendo por causa da barriga. Leonardo mexia muito e às vezes eu sentia muita dor e tinha que levantar por varias vezes e caminhar pela sala.

Quando enviei meu primeiro rascunho (draft) para minha professora, ela retornou me perguntando quantas palavras já tinham na minha estória porque eu tinha somente 1500 palavras e minha estória já estava com quase 1000 e eu estava ainda na introdução. Esqueci completamente o limite de palavras e estava escrevendo o livro como se isto seria como um livro normal de 200 páginas, vários capítulos, com muitos detalhes etc... Eu tinha completamente esquecido que eu só tinha 1500 palavras e que era uma estória curta (short story). 

Fiquei perdida... E agora como cortar tantas partes interessantes e que eu tinha gostado muito?

Depois de pensar um pouco sobre, decidi continuar a estória mais um pouco para depois voltar e tirar a parte principal que queria focar na minha estória. Quando terminei eu já tinha mais de 3800 palavras. Sabia que seria um grande desafio tirar 1500 de 3800. Portanto eu li a estória em voz alta para sentir qual parte estava mais forte de todas para ser o ponto principal da estória.

Após ler, senti que o que eu queria falar era do relacionamento entre a neta e a avó. Que o amor entre as duas e o desejo da neta de ver e se despedir da avó.

Reescrevi a estória e quando terminei, enviei para minha professora como segundo rascunho (draft) e ela gostou e deu mais algumas sugestões para que eu melhorasse mais a estória e também sugeriu que eu enviasse a estória, quando terminada, para algumas pessoas incluindo crianças que pudessem dar opiniões. Assim eu fiz  e enviei para 10 pessoas e uma criança de 8 anos que se chama Emma e que conheço através das atividades do Budismo. Ela e americana e tem vivido em Londres com seus pais por dois anos. Das dez pessoas que enviei , tive seis respostas e mais a resposta da Emma. 

As opiniões deles foram variadas e de suma importância. O ponto em comum de todos foi que acharam à estória muito interessante e que tinham gostado muito. A Emma também me deu muitas opiniões positivas e disse que tinha gostado muito e aprendido como se perde uma pessoa que ama. Depois fiquei sabendo que ela tinha perdido a avó dela três anos atrás. Como minha estória falava de vida e morte e o relacionamento entre a neta e a avo, ela se colocou no lugar da personagem.

As opiniões dos meus amigos me ajudaram muito a melhorar a estória e enviei definitivamente como trabalho concluído para a minha professora.

Depois de ter publicado a estória no site da universidade, outros alunos do meu curso tinham que ler minha estória para darem seus comentários na aula que aconteceria na semana seguinte. Quando cheguei à classe, li no quadro que quem iriam fazer os comentários da minha estória, seriam três estudantes que já eram escritoras para crianças. Então pensei: “Estou frita! Elas vão falar tudo e mais um pouco sobre minha estória.” Achei mesmo que seriam mais pontos negativos do que positivos.

Para minha surpresa elas amaram a minha estória e falaram somente pontos positivos. Deram apenas uma sugestão de como começar a estória mais suave ao invés de falar diretamente sobre a morte. Elas também sugeriram que eu continuasse a escrever e publicasse a estória. Minha própria professora também amou a estória e também sugeriu a publicação. Em sua palavras ela disse: “ Well done Tatiana you have done a good work.” (Bem feito Tatiana você tem feito um bom trabalho). Sai da aula em choque e muito feliz de ter conseguido escrever minha primeira estória para criança.

Minhas aulas terminaram dia 12 e dia 17 enviei meu ultimo trabalho que era meu próprio comentário de todo o processo de escrever o livro e os comentários e opiniões que recebi das pessoas e dos alunos. 

Agora estou concentrada em todas as coisas que preciso ler para o dia do parto, para a amamentação, e como cuidar do Leonardo quando ele chegar a casa. Não posso pegar no livro agora mais depois que Leonardo chegar e eu entrar no ritmo de nova mamãe, eu vou recomeçar a escrever o livro novamente. Falta pouco, Leonardo nasce mês que vem.

Estou muito ansiosa para ver o rostinho do Leonardo e Jolly também. Neste momento estou curtindo os últimos momentos da barriga, das mexidas do Leonardo e fazer muito daimoku para que tudo corra maravilhosamente bem.

Nunca imaginei como seria maravilhoso estar grávida...



segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Meu segundo modulo na faculdade – parte 1









Tenho estado fazendo o curso “Higher Education Introductory Studies “(Certificate of Higher Education). Este curso tem a duração de um ano e depois dele complete posso começar um curso de graduação em uma das universidades de Londres. Este curso e indicado para pessoas que o INGLÊS não e a primeira língua e para quem terminou o segundo grau (secundário em Portugal) muito tempo atrás.
Cada estudante deve fazer quatro módulos para que tenha o curso completo e com certificado. E também escolher as matérias que tem haver com o curso que fará na graduação. 

O primeiro modulo foi Inglês intensivo, que e obrigatório para todos os estudantes estrangeiros e eu fiz de abril a julho. O segundo modulo escolhi escrita criativa e profissional (Creative and Professional Writing). Este curso tem como objetivo principal ensinar como escrever livros e artigos de jornais.

O curso começou em Setembro e nos tínhamos duas professoras, uma que era focada mais na parte de como interpretar e escrever livros de todos os tipos como ficção, não ficção, estória da vida, livros de viagem e livros para crianças. E a outra professora era focada na escrita e interpretação de artigos de jornais. Eu gostava mais da parte dos livros.

Meu primeiro trabalho foi interpretar um texto persuasivo e comentar sobre ele. Eu escolhi um folheto da Universidade Soka da América e falei sobre a forma que foi criada e escrita o folheto. Neste caso, temos que falar sobre tudo que construiu o texto e folheto como, por exemplo, porque foram usadas aquelas cores, porque tinham muitos estudantes de diferentes nacionalidades juntos, porque o nome Soka estava escrito na areia da praia, qual parte do texto que era informativa e qual parte era persuasiva, que induzia os estudantes a escolherem a universidade.

Quando enviei o folheto para minha professora dizendo que queria falar sobre aquilo, era teve duvidas se eu conseguiria, pois tinham poucas informações para eu tirar, já que eu nunca tinha feito aquilo antes. Mas como sempre, adoro desafios e não mudei o folheto.
Depois que terminei e enviei para ela como rascunho (draft), ela gostou muito e ate deu umas dicas para que eu pudesse explorar mais ainda.

O segundo trabalho seria em forma de criar um texto para artigo de jornal com base em três artigos com o mesmo tema e assunto de três jornais diferentes. A primeira data eu perdi porque estava na Itália, mais fiz a prova no dia 14 de Janeiro. O tema que caiu para mim foi sobre um homem americano que teve a primeira transfusão de rosto nos Estados Unidos depois de ter sofrido um acidente no trabalho que queimou praticamente toda a face dele.

O terceiro trabalho foi escrever minha própria historia. Tínhamos que escolher escrever uma estória pequena (short story) de 1500 palavras. Podia ser short story for children ( para criança), Fiction ( ficção), Non- fiction ( não ficção), Life Story ( estoria de vida) , Travel book (livro de viagem) ou articles ( artigos de jornais).

Eu queria ter escrito uma carta persuasiva para o presidente da Universidade Soka da América sobre as três tentativas que cada estudante tem quando decide se escrever para a universidade. Pensei que isto podia se encaixar na não ficção. Mas quando consultei minha professora ela disse que não seria considerado e sugeriu que eu escrevesse short story for children ( curta estória para criança).

Ela fez esta sugestão porque em uma das aulas ela pediu como trabalho de casa para que cada um escolhesse um livro de criança para ler e depois comentasse na aula porque tinha escolhido aquele livro e autor. E eu escolhi ler o livro “Matilda” de Roald Dahl.  Este autor também tinha escrito o livro “Charlie e a Fabrica de Chocolate”, filme que eu assisti quando eu era jovem. Eu não sabia que ele era o autor deste livro.

Eu simplesmente amei a historia de Matilda e decidi falar sobre ele.

Uma das coisas que me impressionou muito na sua forma de escrever era que ele não subestimava as crianças e falava claramente o que ele pensava sobre os pais, professores, problemas nas escolas, em casa, relacionamento entre amigos, família etc.

Portanto fiz este comentário na aula e disse que estava lendo outros livros dele para entender mais e mais o jeito que ele escrevia.

Por este motivo, minha professora me sugeriu escrever para criança com base nos escritos dele. E agora, o que escrever? Como escrever?

Eu já tinha começado a escrever meu livro (life story) sobre minha ida para Portugal em Português. Ate cheguei a pensar em escrever para adolescente e no futuro mais distante, escrever para crianças, mas não agora.

Mais uma vez aceitei o desafio!

Na mesma época, estava indo para a Itália com Jolly para visitar minha sogra que estava no hospital e não teria muito tempo para escrever quando voltasse.

Dois dias antes de viajar, fui a uma aula de Pilate no hospital e enquanto esperava a fisioterapeuta me chamar, eu fiquei observando uma menina de mais ou menos cinco anos que estava acompanhada de uma senhora, que parecia mais sua baba. Acho que ela estava esperando sua mãe que deveria estar em alguma consulta. Achei que aquela cena de vê-la sentada em uma cadeira em um corredor com varias mulheres barrigudas podia ser uma boa estória. Peguei meu celular e comecei a anotar palavras chaves, como nossa professora sugeriu que fizemos para não perder as boas idéias e escrever mais tarde. Imaginei uma situação onde ela, uma pequena jovem de cinco anos, quisesse entender melhor porque as mulheres ficavam com a barriga tão grande, como se elas tivessem comido uma melancia.

Achei que tinha encontrado minha estória.

Quando cheguei à Itália, surgiu uma outra estória interessante e que se encaixava mais com o estilo do autor que eu tinha escolhido usar como base da minha escrita.

Quando a mãe do Jolly faleceu, a sobrinha dele queria muito ver a avó, mas a mãe dela não queria a deixar porque achava que ela podia ficar impressionada. Ela defendia a idéia de que era melhor lembrar da pessoa em vida do que em morte. Mais a sobrinha do Jolly queria muito vê-la e dizer adeus. Logo pensei: “Isto sim vai dar uma estória interessante”.

Comecei a anotar todas as idéias, fatos e imaginações que vinham na minha cabeça para não esquecer nenhum detalhe importante e começar a escrever quando voltasse para Londres.

Quando cheguei a Londres depois de uma semana em Itália, fui à biblioteca e peguei mais três livros do mesmo autor para ler-los e analisá-los. Alem disso, eu li todos os materiais que minha professora já tinha dado sobre como escrever livros para crianças. Toda essa leitura me custou uma semana e me sobrou apenas uma semana para escrever o livro.

Chegou o momento de escrever...




Nova decisão


Eu e Jolly estavamos pensando seriamente em mudarmos para a Italia. O motivo era porque sentíamos necessidade de estarmos mais perto da mãe do Jolly para apoiá-la na fase difícil da doença e também queríamos praticar perto dela para que ela também orasse o Nam-myoho-rengue-kyo (oração budista) para transformar o carma da doença.  

Mas era uma decisão muito difícil já que teríamos que largar tudo pela metade do que estávamos fazendo em Londres, principalmente a universidade. E chegar à Itália de repente e ainda grávida, teria que morar na casa dos pais do Jolly. Alem disso, estava tendo todo apoio necessário na gravidez em um dos melhores hospitais de Londres sem pagar nada com direito a cursos e workshops. E Jolly tinha acabado de mudar de trabalho e estava pegando experiência na rede de hotéis.

Minha única e certa solução foi começar a orar para ter certeza do que fazer.

Quando a mãe do Jolly foi piorando e nós já estávamos quase decididos a mudar,  ela foi piorando e faleceu. 

Com o falecimento da Laurina, não precisávamos mais nos preocupar em sair de Londres agora e terminar o que viemos fazer.

Então continuamos nossos projetos da faculdade, do trabalho, pegar experiência e principalmente lutar bastante para o Kosen-rufu de Londres enquanto estamos aqui.

Mesmo sabendo que não precisávamos ir morar na Itália agora, confesso que gosto muito daquela confusão de família toda junta jantando, falando alto e às vezes ate brigando, que não temos aqui. E também sinto falta dos amigos que tenho no Brasil.

Todo objetivo a ser alcançado tem o lado bom e o lado do sacrifício e ficar fora de toda essa fase de familia e amigos e mesmo muito dificil. 

 


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O grande dia!!!

A foto do crematorio

Local de entrada da familia e amigos.

Local da cerimonia

 Local onde onde estavam o rapaz que tocava violino e a moca que recitou um poema belissimo. O caixao saiu daquela porta lateral na parede para ser realizado a cerimonia. Foi belissimo!








O grande dia chegou! Segunda-feira foi o dia da despedida da Laurina.



Fomos de manha bem cedo para o local que estava o corpo para passarmos na igreja novamente para a missa especial para a Laurina antes de irmos para o crematório.



Do lado de fora da igreja estava muitas pessoas esperando por ela. O padre também estava do lado de for a esperando e a cerimônia já começou antes mesmo de entrar na igreja.



Dentro da igreja, o padre rezou e fez um discurso de despedida e explicando sobre a morte na visão católica e sobre a vida e o amor. Falou também diretamente para os netos da Laurina o quanto a avo o amavam e que sempre estariam no coração deles.



Quando a missa acabou, os rapazes que estavam trabalhando para a funerária, levaram a Laurina no carro especial da empresa. Do lado de fora, muitos despediram da família, pois não iriam para o crematório.



Eu fui em um carro sozinha com Jolly e senti que ele estava emocionado...



Encontramos o carro da funerária no caminho e fomos o primeiro carro a segui-lo. Depois vários carros foram chegando.



O caminho que fizemos ate o local foi encantador porque passava pelas montanhas que estavam cobertas de neve. O dia também estava maravilhoso com um céu azul e com sol, apesar do frio e vento intenso. Parecia mesmo que a natureza estava ajudando aquele dia se tornar muito especial.  



Chegamos ao local depois de uns vinte minutos e esperamos do lado de fora ate as portas serem abertas para nós.



Primeiro entrou o carro com a Laurina para ser preparado a cerimônia de cremação e depois nos entramos andando ate o local.



O templo de cremação era simplesmente lindo! Tinha uma estrutura moderna, encantadora, parecia ate uma arquitetura criada para uma historia de fantasia. Era cinza, que mais parecia prata, e vinho. Não parecia mesmo um local que seria de cremação, parecia um castelo, um centro de artes ou um centro de musica.



Quando entramos ficamos mais surpresos ainda, pois alem do local interno ser mais belo do que externo, com flores, iluminações douradas, tinha um rapaz tocando a musica “Aleluia” em seu violino.



Como meu mestre Daisaku Ikeda disse uma vez: “A Musica é a única linguagem que pode tocar diretamente o coração dos homens”. Com certeza aquela musica tocada no violino mudou completamente o ambiente de despedida triste para alegre e fez com que cada uma das pessoas que estavam presente se sentisse mais perto da Laurina como um sentimento mais feliz do que triste.



Depois que todos sentaram uma jovem, funcionaria do crematório, entrou na sala subiu no palco e deu inicio a cerimônia.

No momento que ela falou, o rapaz começou a tocar outra musica e uma porta pequena na parede do lado direito do palco se abriu e o caixão que estava a Laurina surgiu vindo trazido por uma pista rolante. Foi um momento de parar o fôlego! Todos estavam esperando uma coisa mais triste, pesada, algo mais com cara de morte mas aquela entrada triunfante com a musica, ficou mais parecido como uma cerimônia de vida do que de morte.



Assim que O caixão se posicionou, a menina recitou um lindo poema na primeira pessoa como se fosse a própria Laurina que estivesse falando. No poema, ela dizia para que as pessoas não chorassem por ela porque ela já não estava mais ali. Que quando as pessoas sentissem o vento batesse nos seus rostos, o sol aquecer suas peles, era momento de pensar nela.



Não entendi tudo que ela falou porque meu italiano ainda e fraco, mas senti que tudo que foi falado estava conectando a Laurina com a natureza.



No final da recitação a menina disse que tinha chegado o momento da despedida e todos foram ate o palco para dizer adeus. O caixão não estava mais aberto. Foi mesmo um momento para dizer algumas palavras. Eu e Jolly fizemos daimoku sansho ( Nam- myoho-rengue-kyo três vezes)



Quando sentamos novamente, o violino começou a tocar e a porta se abriu e Laurina foi-se. Neste momento eu chorei. Estava mesmo emocionada... Todos choraram cada um do seu jeito.



Jolly, a irmã e o pai foram escolher o objeto onde as cinzas ficariam depois que fosse cremada. Eles escolheram um vaso preto com uma Rosa vermelha e prateada na frente. As cinzas seriam pegas no dia seguinte pela manha.



Despedimos de todos do lado de fora e fomos para casa almoçar. No caminho para casa comentei o quanto à cerimônia tinha sido belíssima. Jolly e o pai dele Pascual, também concordaram.



Como já tinha almoço pronto, que sobrou do dia anterior, comemos assim que chegamos. Comemos meio em silencio, mas de vez enquanto saia algumas palavras.



Depois do almoço pedi o Jolly para darmos uma caminhada no parque que ficava atrás do prédio. Queria aproveitar o sol e o dia lindo que estava e ao mesmo tempo caminhar para digerir mais rápido.



À noite fomos à casa da Doriana, irmã do Jolly. O comentário principal foi o quanto a cerimônia tinha sido bela.



Chegamos a casa tarde e muito cansados.



Terca- feira as uma da tarde fomos pegar as cinzas no crematório. Pode-se colocar uma mensagem dentro do jarro e Jolly colocou o Nam-myoho-rengue-kyo escrito em um cartão.



Em casa, colocamos o jarro em uma estante ate ser decidido pelos três, Doriana, Jolly e o pai, qual seria o melhor lugar para por o jarro. Foi bom ter as cinzas em casa. Eu e Jolly fizemos mais daimoku para ela.



A parte da tarde foi tranqüila e resolvemos coisas pessoais. À noite Doriana e as crianças foram em casa e todos comemos pizza.



Na quarta também foi calmo e era nosso ultimo dia antes de voltarmos para Londres. À noite fomos à casa da irmã do Jolly para nos despedirmos da Doriana e das crianças. Não fomos para casa tarde, pois tínhamos que acordar cedo para ir para o aeroporto.



Quinta pela manha fomos para o aeroporto com o pai do Jolly e fiquei mesmo com pena de deixar ele sozinho. Partimos as dez e chegamos a Londres por volta de meio dia. Estávamos mesmo cansados fisicamente e emocionalmente.



Felizmente nenhum acontecimento me afetou ao ponto de prejudicar minha gravidez. Eu estava muito tranqüila graças aos ensinamentos do Budismo sobre “Vida e Morte”.



Leonardo se comportou muito bem...



Fizemos uma pasta rápida com o queijo parmesão que tínhamos trazido da Itália e depois dormimos.



Quando acordamos, senti que tinha começado uma nova fase de nossas vidas...  












quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Meus sete dias em Italia parte 2


Levantamos rapidamente ainda sem acreditar, mudamos de roupa, escovamos os dentes e fomos para o hospital com o pai dele. 

Todos em silencio no carro...

Eu estava fazendo daimoku mentalmente e sabia que o Jolly estava fazendo tambem. Eu tinha certeza! 

Chegamos no hospital e a irma e tia do Jolly estavam la. Doriana, a irma do Jolly, estava com ela quando ela faleceu pois tinha ido passar a noite no hospital. Muitas pessoas da familia revezavam durante o dia e a noite para ficar com ela no hospital. 

Elas estavam chorando...

Fomos ao quarto ve-la e fizemos daimoku sansho ( nam-myoho-rengue-kyo tres vezes). Ela estava bonita. Continuava parecendo que estava dormindo.

Orei profundamente para que ela voltasse o mais repido possivel e em uma casa com Gohonzon para que pudesse praticar, lutar pelo Kosen- rufu ( pela felicidade das pessoas) e mudasse seu carma de morrer de cancer tao nova.

Depois sai e fui sentar na sala de recepcao do local, pois no quarto so podia ficar duas pessoas porque era de madrugada e podia-mos acordar os outros pacientes que estavam nos outros quartos. Deixei o Jolly no quarto que estava a me. Ele nao queria sair de la. Ele ficou fazendo mais daimoku. 

Na sala com a familia do Jolly tentei manter sempre o ar positivo para que transmitisse que a morte nao e o fim mas o inicio de uma nova vida, uma nova jornada. A tia do jolly disse que minha presenca a deixava tranquila pois sentia um ar positivi. Fiquei contente pois mesmo nao falando nada pois meu italiano e muito pobre para falar de um assunto tao dificil, ela conseguiu ler meus pensamentos e o que se passava no meu coracao.

Ficamos no hospital ate o corpo sair do quarto e ir para o local que a preparariam para o velorio. 

Saimos todos juntos do hospital. Jolly, o pai dele e eu fomos direto para casa e a Doriana foi levar a tia em casa para depois ir para a casa do pai para escolher as roupas que usaria a Laurina. 

Chegamos em casa e fomos comer qualquer coisa. 

Logo depois a irma do Jolly chegou e foi ela e o Jolly escolher a roupa da mae. Momento estranho, dificil... imaginei que todos passarao um dia por isso pois todos tem mae, pai e que um dia meus filhos tambem terao que fazer isto. Me deu mais sentido de vida e de aproveitar cada minuto que temos para falar mais vezes com nossos pais e dizer o quanto os amamos. Mesmo que as vezes haja problema e as pessoas nao falem com seus pais, fico imaginando se estariamos aqui sem eles. So por este motivo, pensei o quanto os filhos devem ser gratos profundamente aos pais, independente se eles sao maravilhos, perfeitos ou nao. Sem eles ninguem estaria aqui. Como meu mestre diz : " UMA PESSOA QUE NAO CONSEGUE AMAR OS SEUS PAIS, NAO CONSEGUE AMAR A MAIS NINGUEM." E pura verdade!!!!

Quando Doriana saiu fomos deitar um pouquinho ate a hora de levar as roupas da mae do Jolly no local onde a trocarariam. 

O local era uma casa com varias salas onde estariam fazendo o velorio dela por tres dias, ja que o crematorio seria somente na segunda. Como Jolly e sua familia tinham decidido pelo crematorio, tinha que esperar por 72 horas para ser cremado. O corpo estaria pronto para ser visto na parte da tarde.

Deixamos a roupa e fomos a empresa que fornece o servico de funeral para finalizar os preparativos para o velorio ecrematorio. 

Fomos para casa almocar. Ainda estavamos sem acreditar que ela tinha partido. A presenca dela ainda era muito forte na casa, principalmente na cozinha, onde ela estava sempre nos preparando uma bela e deliciosa comida italiana com cara de familia reunida.

Jolly que cozinhou desta vez. O pai dele gostou da comida. 

A tarde fomos ver a mae dele e ja estava bonita com as roupas e na sala com flores, luzes etc. Fizemos daimoku sempre que dava. 

Saimos de la bem a tardinha.

nao me arrisquei a cozinhar.E muito dificil cozinhar para os Italianos. Eles tem um forma de cozinhar quase que perfeita. Uma simples pasta vira uma comida de restaurante.  Jolly cozinhou novamente.

Jantamos ainda meio em silencio. As vezes Jolly perguntava ao pai se esta bem. O pai estava sempre dizendo coisas que pareciam que estava sofrendo. 

Ficamos na sala vendo televisao com o pai dele para o distrair. Eles sempre faziam essas coisas juntos, comer, jogar baralho, ver televisao... ou seja estava sendo muito dificil para o pai do Jolly. 

Tambem sabia que estava sendo dificil para o Jolly mas sabia que nossa pratica nos daria uma forca incrivel para continuar. 

Fomos para o quarto umas 10 horas depois que o pai do Jolly deu boa noite para dornir, e fomos fazer o Gongyo e daimoku. Deitamos logo em seguida e ainda falamos um pouco sobre a Laurina, mae do Jolly. Caimos no sono. 

Sabado comecou cedo para nos e fomos para o local do velorio novamente. Ao chegar, ja tinham muitos amigos e pessoas da familia. Foi momento de palavras como " Minhas consolencias, sinto muito, obrigado/a, sejam fortes, e uma pena" e outras mais. E tambem momentos de muitos abracos e falar das lembrancas. 

Para mim foi um momento de conhecer mais pessoas da familia do Jolly e eles a a mim. Todos me diziam " AUGURI"  que quer dizer parabens( congratulations ) em Italiano por causa do Leonardo. No meio daquela tristeza de todos, leonardo ja tinha a funcao ( missao) de trazer alegria. 

Eu e Jolly tentamos ficar o maximo que podiamos na sala para fazer mais e mais daimoku. Faziamos baixinho mas deixavamos as pessoas ouvir e tamebm usamos os nossos juzos, que acaba despertando curiosidade de todos. As vezes as pessoas entravam e ficavam nos observando. Quando queriam falar
 com agente, nos paravamos. 

Foi um dia bem cansativo. Fomos para casa no final da tarde. Jantamos, oramos e dormimos cedo pois no Domindo iriamos para o local novamente. 

Domingo fomos um pouco mais tarde para o local pois fomos a missa da de domingo na igreja local para a mae do Jolly. A familia do Jolly ficaram contente de nos ver na missa, uma vez que sabiam que eramos budistas. A missa foi cansativa para nos que nao estavamos acostumados, mas o padre foi bastante positivos em suas palavras e muitas delas se enciaxaram com a visao budista. Quem queria ficar para baixo e se culpando, mudava totalmente de ideia se ouvisse ele direitinho. Mas muitas pessoas preferiam ficar presas no pecado e na disgraca. Foi uma pena!

Fomos almocar em casa do pai do Jolly com mais tres primos do Jolly que tinham vindo do Norte. Foi muito divertido conhecer eles e pediram para nos visitarmos eles quando leonardo nascer. Comemos lazanha, carme e salada e tinha sido a tia do Jolly ,que mora no predio ao lado, que tinha cozinhado. Apesar de ela ser italiana tambem e ter cozinhado com muita boa vontade, sua comida nao chegava perto da comida da mae do Jolly. Mais um momento para lembrar da mama. 

Depois ficamos em casa toda a tarde e pedi o Jolly para passearmos no parque atras da casa dele. Estava fazendo sol e fiquei sentada em um banquinho para aquecer e sentir o sol na cara. Conversamos e ele tirou algumas fotos. 

quando voltamos dormimos um pouco a tarde.

A noite a irma do Jolly foi jantar na casa do pai deles junto com os filhos Sara e Gianni. Foi legal estarmos todos juntos, mas foi estranho sem a mama. Parecia sempre que ela chegaria a qualquer momento...

Dormimos tarde.

Depois conto o que aconteceu no domingo, na segunda dia do crematorio e os demais dias antes de voltar para LOndres. 


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Meus sete dias em Itália – parte 1




Chegamos à Itália no dia 1 de Novembro por volta das 10 da manha. O Pai do Jolly que iria nos buscar, mas ele ainda não estava quando saímos do aeroporto. Jolly ligou para ele e descobrirmos que ele estava em um estacionamento próximo. Portanto ele chegou uns minutos depois.

O pai dele estava com um cara um pouco preocupado e então soubemos que a mãe do Jolly tinha piorado, estava respirando com ajuda de aparelhos, e estava inconsciente. Ficou um grande silencio no carro e uma tensão. Apesar de não falar italiano, eu entendo muito bem. Jolly olhava para fora da janela do carro e eu comecei a fazer daimoku mentalmente no banco de trás. Eu sabia o quanto ele desejava chegar à Itália e saber que a mãe tinha melhorado muito e não o contrario.

Fomos para o hospital e tinham muitos familiares tanto da parte da mãe do Jolly quanto do pai. A irmã do Jolly também estava lá. Cumprimentamos todos e fomos ver a Laurina, mãe do Jolly. Ela estava deitada dormindo e com um aparelho respiratório que pegava a boca e o nariz. Também estava muito mais magra do que da ultima vez que a vi em Julho deste ano. Ficamos com ela um pouco fizemos daimoku sansho e depois saímos, pois os enfermeiros  tinham que trocar as roupas dela.

Neste intervalo fui comprar algo para comer com a irmã do Jolly. Eu e Leonardo estávamos famintos! No caminho da cantina, que ficava no primeiro andar do hospital, eu tentei com meu pobre italiano falar com Doriana e encorajá-la, mas foi muito difícil. Nossa comunicação teve mesmo que ser com base no coração. Ela estava muito triste e com um aspecto de exausta, uma vez que estava indo ao hospital por mais de duas semanas revezando com outras pessoas da família para cuidar da mãe dela.

Levei lanche para o Jolly mais ele não quis comer e guardou o pão no bolso do casaco dele. Enquanto estávamos do lado de fora do quarto, os enfermeiros comunicaram que eles iriam mudar a Laurina do quarto para que a família toda pudesse vê-la, ficar com ela ate o momento dela partir, pois já era certo que ela não viveria muito tempo.

O outro quarto era bem maior, ela ficava sozinha e tinha uma janela enorme que dava para uma vista linda do lado de fora do hospital com muitas arvores de folhas verdes, vermelhas e algumas amarelas. Não fazia sol e nem estava nublado, era uma mistura de sol e nublado que fazia com que partes do jardim e onde estavam as arvores, ficarem com uma imagem como tem nos cartões postais.

Na hora do almoço todos foram para casa porque eu e Jolly dissemos que preferíamos ficar lá com ela. Então fui comprar lanche novamente e desta vez sozinha. Jolly ficou fazendo daimoku sentado em uma cadeira do lado da mãe.

Não foi difícil achar o local. Sou muita boa para guardar imagens, mais do que nomes. O senhor que me atendeu não entendeu quando eu perguntei em Português e tive que falar em Inglês. Ele também não me entendeu muito mais eu falei fazendo sinais que o ajudou a perceber o que eu queria.

Voltei para o quarto e lanchei primeiro. Depois Jolly lanchou e eu fiquei fazendo daimoku do lado dela. Nós conseguimos fazer mais de 4 horas de daimoku ate chegar mais alguém na parte da tarde. Quando saiam do quarto nos fazíamos mais e a noite conseguirmos fazer o gongyo antes de ir para a casa do pai do Jolly para descansarmos e voltarmos no dia seguinte.   

Jantamos com o pai do Jolly, assistimos um pouco de televisão com ele para o distrairmos, Jolly conversou um pouco com ele, depois fomos tomar banho, fazer gongyo e deitamos. Jolly comentou enquanto estávamos relaxando para dormir que a casa não era a mesma sem a mãe. Eu concordei. Ela era mesmo muito presente nas nossas vidas.

Às duas horas da manha o pai do Jolly abre a porta do quarto e diz que a Laurina tinha falecido. 

domingo, 4 de novembro de 2012

Primeira vez com Leonardo









No final de semana passada eu participei do curso de budismo da organização que pertenço por três dias. A principio estava com receio de participar por causa da insônia e fiquei com medo de ficar em um quarto com outras pessoas e acabar incomodando. Mas Jolly perguntou se nos dois podíamos ficar no mesmo quarto e assim ele podia cuidar de mim. Como os responsáveis aprovaram, eu e Leonardo fomos ao curso.

O curso começou na sexta às 6 da tarde e depois do jantar tivemos uma palestra com o responsável do estudo do Reino Unido Robert. Ele falou sobre nossa postura ao orar com base nas orientações do Sensei e Gosho de Nitiren Daishonin. Uma das coisas que ele falou que tocou muito forte minha vida foi que precisamos orar visualizando a vitória. Eu sempre orei pensando que já estava na situação que queria e às vezes achei que eu estava exagerando. Confirmei que não! Agora ninguém me segura!

No sábado tivemos vários relatos de experiência e palestras com os responsáveis de área (capitulo em Portugal). No final do dia estava muito cansada e fui dormir antes de todo mundo.

No domingo tivemos outra maravilhosa palestra com Fiona, uma das responsáveis do departamento das mulheres (Fujimbu) do Reino Unido, que também falou sobre a vitória na vida com base na pratica da fé. Contou também suas experiências quando pertencia ao departamento das jovens mulheres (Joshibus). O que mais me tocou em suas palavras foi quando ela disse que decide todos os dias pela manhã que será infalivelmente vitoriosa.

Apesar de o curso ter sido intenso, eu me senti muito bem. Como fazíamos muito daimoku, Leonardo não parava de mexer e às vezes chutava. Tão bello!!!!

Jolly e eu fizemos bastante daimoku determinado para a felicidade absoluta da mãe dele Laurina, que estava internada em um hospital lutando contra o câncer no pulmão em Itália. Pensávamos sempre nela...

No final do curso estávamos radiantes e cansados. Jolly foi maravilhoso comigo, apesar de estar muito ocupado com os preparativos do curso como um dos responsáveis centrais.

Chegamos a casa no domingo por volta das 4 horas. Jantamos em torno das 7 e as 9 já estávamos indo dormir.

Na segunda acordamos um pouco mais tarde do que o normal. Jolly começou no trabalho as 3 e eu fui a faculdade para minha aula.

Terca - feira pela manha eu fui ao hospital que vou ter o Leonardo para minha segunda aula de Pilate para grávidas. Depois fui dar aula de Inglês para uma aluna. Cheguei a casa depois das 4. Jolly pegou no trabalho 12 e chegou em casa depois das 9 da noite.

Quarta- feira, véspera de nossa viagem para a Itália, escrevi umas cartas para algumas jovens mulheres e senhoras que não puderam ir ao curso contando sobre as palestras e o que foi falado. Fazia muito tempo que não escrevia tanto a mão. Escrevi cinco cartas e quatro delas com 4 paginas frente e verso e uma de apenas uma folha. Entreguei algumas cartas para uma amiga levar a reunião e entregar as pessoas que estariam lá, e eu fui pessoalmente a casa de uma. Quando cheguei a casa dela deixei na caixa de correios e avisei por mensagem de texto que tinha acabado de deixar a carta para ela. Ela agradeceu por mensagem.

Estava muito frio na rua e procurei chegar a casa o mais breve possível.

Arrumei minha mala para a viagem e fiz a janta. Jolly chegou depois das 9.30 da faculdade e depois que jantamos, arrumou suas coisas.

Dormirmos por volta das 11 e levantamos as 2 da madrugada para ir para o aeroporto.

O vôo foi as 7 e Leonardo mexeu toda a viagem. Li em um livro que aos seis meses o baby começa a sentir sons que vem do lado de fora e acho que ele mexeu muito por causa do barulho que o avião fazia no ar. Mas ficou tudo bem. Depois Jolly colocou um dos fones de ouvido com a recitação de daimoku e Leonardo deu dois chutes. Apesar dele não parar de mexer, consegui dormir a viagem quase toda.

Chegamos à Itália as 10. Esperamos pelo pai do Jolly e após ele nos pegar de carro, nos contou que a mãe do Jolly já estava inconsciente no hospital. O papai do Jolly estava muito triste e fomos direto para o hospital. 


Leonardo nao para de mexer na aula de Pilate



Quando minha barriga começou a crescer, sentia muitas dores na minha coluna quando eu dormia e andava por muito tempo. Eu fui ao hospital que eu terei o Leonardo e eles marcaram uma consulta com o fisioterapeuta de grávidas para saber o que estava acontecendo.

A fisioterapeuta, muita novinha por sinal, fez vários exercícios comigo para perceber se a dor era muscular ou outra coisa. Felizmente era somente muscular e me passou alguns exercícios para eu fazer em casa por duas semanas. 

Ela também me deu uma faixa que pegava debaixo do peito ate abaixo da barriga para eu usar quando precisasse andar por muito tempo ou ficar muito tempo de pé. A faixa me dava uma sensação estranha como se eu tivesse magoando minha barriga porque fazia pressão, mas ela disse que era normal.

Senti melhoras no decorrer dos dias, apesar de não ter feito os exercícios todos os dias por eu ser um pouco preguiçosa.

Na segunda consulta com a mesma fisioterapeuta, eu contei a ela sinceramente que não tinha feito todos os dias e ela fez alguns exercícios para ver se o pouco que eu tinha feito tinha dado algum resultado positivo.

Felizmente tinha dado algum resultado e ela passou uns novos exercícios para ser feitos por mais duas semanas. 

Desta vez ela me deu uma faixa rosa de borracha que eu teria que por no meu pé para fazer pressão enquanto eu esticava e a perna. O exercício tinha que ser feito deitado. Além disso, eu tinha que pegar uma bola grande de exercícios de Pilate or Yoga e colocar entre minhas costas e a parede e descer e subir por quinze vezes.

Ao mesmo tempo, a fisioterapeuta marcou uma serie de exercícios de Pilate para eu fazer uma vez por semana por seis semanas para ajudar a me manter no peso ideal para o parto normal.

Na Inglaterra o parto normal é a primeira opção para qualquer grávida. Cesariana somente em caso de necessidade. Caso a pessoa insista em fazer a cesariana sem passar primeiro pelo parto normal, precisa pagar em torno de dez mil libras.

Minha primeira aula eu não consegui ir porque fui ao aeroporto com Jolly para ele ir a Itália visitar a mãe que estava no hospital. 

O avião partiria às sete da manhã e ele precisava sair de casa as duas. Como eu não poderia viajar com ele porque eu precisava de uma carta de autorização do hospital para viajar grávida e também tinha que renovar meu passaporte, eu decidi acompanha-lo pelo menos ao aeroporto para que pudéssemos ficar juntos. Ele estava muito nervoso com o que poderia estar o esperando quando chegasse à Itália. O medo de encontrar a mãe muito mal, o deixava muito nervoso e triste.

Cheguei a casa já era mais de nove e meia e minha aula seria às dez e meia. Não tive tempo suficiente para trocar de roupa, comer e chegar ao hospital na hora certa. 

Liguei e comuniquei que não iria. A recepcionista me deu uma bronca por não ter desmarcado antes porque cada classe tem um numero certo de grávidas. Mesmo assim, consegui renovar para começar na semana seguinte.

Na semana seguinte no dia da aula, acordei cedo e procurei chegar uns quinze minutos antes. Dei meu nome na recepção e sentei para esperar a fisioterapeuta responsável do exercício. Tinham umas três mulheres sentadas também grávidas e fiquei imaginando se elas estavam na minha classe. Uma delas tinha uma barriga enorme e me perguntei se ela não estaria quase na data de ter o baby.

Fomos chamadas para a sala e confirmei que todas estavam mesmo na mesma classe. A fisioterapeuta não tinha mais de vinte cinco anos e as alunas estavam com certeza com mais semanas do que eu, pois as barrigas delas eram bem maiores que a minha. Uma delas podia ter o baby a qualquer momento e ainda estava fazendo a aula. Ainda bem que nossa aula era dentro do hospital.

Os exercícios não foram difíceis, mas dois deles me doíam bastante nas costas e procurei fazer com cuidado e devagar.

Na segunda aula encontrei as mesmas colegas e a barriga de uma delas já estava baixa, ou seja, em breve eu não a encontrarei mais na aula.

Leonardo não parava de mexer enquanto eu fazia exercícios. Parecia que estava gostando dos movimentos ou estava incomodado por eu estar mexendo tanto. Não perguntei nada a fisioterapeuta porque eu não sentia nenhuma dor quando ele mexia apenas era engraçado.

Gosto muito de sentir o Leonardo mexer e minha doutora principal disse que a partir dos seis meses, que já estou, preciso controlar ele e contar no mínimo dez vezes que ele mexe. Se ele mexer menos, tenho que comunicar a ela. 

Por enquanto não preciso me preocupar porque ele mexe muito mais do que dez vezes. Às vezes me assusto de tanto que ele mexe a adora fazer isto quando eu estou recitando daimoku, dormindo ou sentada estudando. A primeira vez que ele chutou, eu levei um susto quando senti meu corpo ir para frente duas vezes junto com o chute dele.

Chuta Leonardo! Estamos adorando!